Como os Ramos na Videira: Todos família . Todos irmãos

Ano Pastoral 2020 | 2021

De uma pastoral por setores a uma pastoral por projetos

Três princípios pastorais suportam os objetivos e ações do nosso plano de pastoral 2020/2021: a pastoral de conjunto; a Igreja em saída; uma pastoral com rosto familiar.

Uma das lições da pandemia é a profunda interligação entre todos. Ou nos salvamos todos ou morremos todos. Do ponto de vista pastoral tem de haver um envolvimento de todos e um trabalho coordenado. Mais do que uma pastoral setorial, é necessário abraçar projetos que envolvam a todos. Isto implica a nível diocesano uma grande colaboração e cooperação entre todos os secretariados, movimentos e obras. Tem a diocese de se assumir como a primeira e fundamental unidade pastoral e caminhar para uma verdadeira pastoral diocesana.

A impossibilidade de as pessoas durante a Pandemia se descocarem às comunidades obrigou os agentes de pastoral de forma criativa a sair e a ir ao encontro das pessoas, onde elas estão. Especial relevo tiveram os meios digitais. Foi verdadeiramente uma Igreja em saída. É uma marca que não deveremos perder. A vida das pessoas da sociedade de hoje exige novas formas de presença. Por outro lado, estes novos meios proporcionaram o contacto com pessoas que já não podem vir e servir a comunidade e que podem ser esquecidas na atividade pastoral. Após a normalização estas pessoas não poderão ser esquecidas. Por isso, o digital em conjugação com o presencial pode ter aqui um papel importante, para que sejamos uma Igreja em saída e que está presente a todos.

Durante este tempo de confinamento as nossas famílias tornaram-se verdadeiras Igreja domésticas, lugares de celebração, de oração e de ensino. Constituíram-se os pais em verdadeiros catequistas dos seus filhos. Esta dimensão familiar ou o papel preponderante das famílias na pastoral não pode ser perdida. Para além de promover grandes eventos os organismos diocesanos devem fornecer materiais para que as famílias se possam constituir em Igrejas domésticas. Mas para além das famílias é fundamental realçar a importância dos pequenos grupos no trabalho pastoral. Numa sociedade onde predomina o anonimato e a mobilidade os pequenos grupos são fundamentais para alicerçar a identidade das pessoas.

Pe. Emanuel Brandão