A atividade de cantor é um dos ministérios que se realiza em favor da comunidade celebrante.
Nos primeiros séculos, revestia-se já de grande importância, sobretudo, a ação do salmista. Presentemente, ajuda a dar mais expressividade e dignidade à celebração. Tal como leitores e outros ministros, deve também haver guias do canto, e, em particular, cantores, que entoem as estrofes dos cânticos, as do Salmo Responsorial, da comunhão, ou as invocações do ato penitencial, do Cordeiro de Deus ou das Ladainhas dos Santos, as antífonas da salmodia ou os responsórios, depois das leituras.
Exceto para o canto do Salmo Responsorial ou de outros salmos ou cânticos bíblicos e, por extensão também o Precónio Pascal, o cantor não deve realizar o seu ministério a partir do ambão, que está reservado à Palavra de Deus, mas sim de outro lugar visível e provido de ampliação sonora. (José Aldazábal)

O Coro Paroquial de Matosinhos é constituído por cerca de 60 elementos, entre vozes masculinas e femininas, organistas e diretores de assembleia. Os elementos do Coro estão distribuídos pelas várias eucaristias dominicais, possibilitando assim que haja canto e música em cada celebração. Os elementos do Coro cantam juntos, como um grande Coro Paroquial, nas duas grandes Festas da paróquia (Senhor de Matosinhos e Mártir São Sebastião), nas celebrações do Tríduo Pascal, nas solenidades e outras celebrações e momentos ocasionais. O Coro ensaia semanalmente, à segunda-feira, sob a direção do Prof. Joaquim Marçal.

Para além do Coro Paroquial, existe também o Coro da Catequese, composto por crianças a partir do 3º ano de catequese. Já conta com cerca de 25 crianças, que semanalmente, ensaio – antes do encontro de catequese, e participam na eucaristia às 17:00 horas de sábado. As crianças estão sob a responsabilidade musical do Prof. João Rodrigues.

É importante

É importante cantar. É uma das coisas que, sem dúvida, devemos promover nas nossas celebrações. Para criar um clima coletivo, para a elevação do ambiente de oração e de louvor, para que os sentimentos da celebração entrem no coração e não só no cérebro.

É importante cantar bem. A educação musical no nosso país deixa bastante a desejar. E, às vezes, parece que não nos preocupa nada. Pouco nos importa, por exemplo, que os cânticos rítmicos se cantem arrastados. Contudo, com alguma vontade e dedicação poderíamos aprender todos bastante e aproveitar assim mais da qualidade do canto e da satisfação de cantar bem.

É importante saber dosear bem o canto. A ideia segundo a qual o melhor é que todos cantem tudo e quanto mais melhor, porque assim se participa mais, não é uma ideia democrática, mas demagógica. A participação através do canto deve favorecer a criação de determinados sentimentos que necessitam da existência de espaços de silêncio, espaços de música, espaços em que se escuta um solista ou um coro, espaços de diálogo solista-assembleia, espaços de cântico coletivo, de todos ao mesmo tempo… As possibilidades de cada assembleia (desde as mais pobres até às mais dotadas) darão as linhas desse doseamento.

É importante promover, quanto possível, a presença na celebração de auxiliares do canto: os instrumentos (órgão, harmónio, cordas, sopro… tudo pode ser bom se for utilizado convenientemente, tendo em conta o tipo de assembleia); o pequeno coro (que prepara e sustenta o canto, dá-lhe maior beleza, quebra a monotonia…); o solista (que tem uma função especial em determinados momentos da celebração, mas que deve desempenhar bem, pois caso contrário será melhor que não o faça), e por fim  o diretor e animador do coro.

É importante…, é importante quase tudo. As nossas assembleias são o único grupo que se reúne regularmente para cantar sem pertencer a nenhuma entidade dedicada ao canto. Isto tem muito valor (inclusivamente, valor cívico, para além do valor diretamente religioso e litúrgico). Por isso, com as pequenas ou grandes possibilidades que houver em cada lugar, haverá que procurar fazer tão bem quanto possível.

(cf. Josep Lligadas)

Recordemos que há dois cânticos que se deveriam cantar sempre. Trata-se da antífona de resposta ao salmo responsorial (a do lecionário ou outra que se conheça e tenha relação), para criar um clima de oração na Liturgia da Palavra, e o Santo, para criar clima de aclamação e louvor na Liturgia Eucarística.

Recordemos que o canto, na Missa, tem que estar integrado no momento concreto, no tempo litúrgico concreto, no carácter litúrgico concreto que convenha dar à celebração e que, portanto, não se deve pensar e escolher os cânticos simplesmente porque «são bonitos».

Recordemos que o canto, na Missa, não se pode conceber como uma espécie de «ilustração musical» de algo que vai noutro sentido, mas deve fazer parte do que a própria celebração é na sua totalidade.

Recordemos que, ao interrogar-se em que momentos cantar, há que ver quais são os momentos que necessitam mais de ser acompanhados de canto e não procurar introduzir os cânticos que se quer cantar, estejam ou não adequados à celebração.

Recordemos que, além dos cânticos mencionados acima (salmo responsorial e Santo) há outros que também têm especial valor (cântico de entrada, aleluia, aclamação da consagração, ‘Ámen’ da Oração Eucarística, Cordeiro de Deus, comunhão), e outros que, no geral, é melhor evitar (apresentação das oferendas, por exemplo).

Recordemos que há alguns textos que vêm do início, na liturgia da Igreja (como o Santo ou o Glória) ou que vêm do próprio Evangelho (como o Pai Nosso), e que, portanto, é uma pena que, ao cantá-los na celebração dominical, se lhes mude a letra ou sejam substituídos por outros textos.

Recordemos que toda a comunidade, ao seu nível, tem sempre possibilidades de ampliar e dignificar um pouco mais o seu repertório de cânticos.

Recordemos que, às vezes, será bom deixar de cantar num determinado momento (a comunhão é o caso mais claro) e ficar em silêncio, criando assim um tempo que convide à oração.

Recordemos que não se deve andar com a obsessão de introduzir constantemente cânticos novos, mas de encontrar cânticos bons. Um bom cântico pode durar séculos. E um mau cântico, embora seja uma novidade, é melhor que nunca se cante. Deve-se evitar o excesso e baralhar as pessoas constantemente com cânticos novos: a assembleia tem o direito de cantar com tranquilidade o que já sabe.

O bom animador conhece bem a sua assembleia. Portanto, é capaz de saber, em concreto, a forma como a assembleia viverá melhor cada elemento da liturgia.

O bom animador sabe liturgia. O que não significa, primordialmente, que conhece «o que está determinado». Significa, sobretudo, que conhece – e se esforça por conhecer melhor – o sentido, os valores, os porquês dos distintos elementos que configuram a liturgia da Igreja. Assim, pode ajudar a assembleia a viver as celebrações, segundo as suas possibilidades e aproveitar-se equilibradamente da ampla riqueza de sentimentos da sua fé.

O bom animador é membro da assembleia que anima. E como tal, ora com a assembleia, escuta as leituras e a homilia, com a assembleia está atento à Oração Eucarística, com a assembleia… e, portanto, não se dedica a procurar papéis durante a primeira leitura, preparando o salmo, nem dá ostensivas instruções aos músicos para o Santo, durante o Prefácio, nem ocupa o tempo da Oração Eucarística à procura do cântico da comunhão.

O bom animador «valoriza» a sua assembleia e, por isso, procura ajudá-la – servi-la – e estimulá-la. Mas fá-lo com discrição, com muito respeito. E evita sempre tudo o que possa parecer repreendê-la (ainda que a assembleia cante pouco ou mal).

O bom animador sabe, também, música. Não é necessário, é claro, que tenha passado oito anos no Conservatório, mas deve, pelo menos, procurar melhorar a sua formação, a sua maneira de cantar, a sua maneira de ajudar a cantar. O bom animador frequenta, de vez em quando, algum curso, ou pede a alguém que saiba mais que ele que o ajude a melhorar. O bom animador pergunta a algum amigo, participante da Missa que ele anima, que lhe diga o que não está bem. O bom animador sabe, em última análise, que para fazer bem necessita de ajuda.

O bom animador não tem medo de ser visto, quando tem de dirigir. E, portanto, dado que o seu serviço à comunidade é a animação do coro, coloca-se no lugar onde este serviço possa realizar-se adequadamente. E sabe que dirigir o coro, escondido atrás de uma coluna, não é sinal de humildade e de ser como toda a gente, mas, talvez, indício de pouca decisão e pouco esforço para realizar bem a sua própria tarefa eclesial.

O bom animador não tem medo de ser visto, mas também não tem excessivo desejo de ser visto. Ou seja, quando tem que atuar, atua. E, quando não atua, fica num lugar discreto. O bom animador, nos momentos em que não atua, evita distrair a assembleia, indo de um lado para o outro e fazendo gestos sem se saber a quem.

O bom animador está muito atento a tudo. Simplesmente, discretamente, mas com toda a atenção. Sabe que, talvez, não possa seguir a celebração com toda a intensidade espiritual que desejaria, porque parte dessa intensidade deve dedicá-la a fazer que a assembleia funcione, mas sabe também que esta é, precisamente, a sua forma própria de participar na comunidade celebrante.

Eis aqui os cânticos que se podem cantar na celebração eucarística, com uns asteriscos que indicam a sua importância. Esta classificação, claro está, não tem valor ‘dogmático’, mas pode ser uma boa ajuda indicativa.

Por exemplo: os cânticos com 5 asteriscos deveriam cantar-se sempre; os de 4, em toda a celebração minimamente relevante; os de 3, em quase todas as celebrações dominicais; os de 2, nas celebrações mais solenes ou para destacar algum aspeto; os de 1, em casos excecionais, ou para variar ou para destacar algum aspeto.

**** Cântico de entrada

*** Senhor, tende piedade

** Glória

** Título e conclusão das leituras

***** Antífona do salmo responsorial

** Estrofes do salmo responsorial

**** Aleluia aos domingos

* Aleluia nos dias feriais

** Diálogo inicial e conclusão do Evangelho

* Profissão de fé

*** Resposta à oração universal

* Procissão das oferendas

*** Diálogo inicial do Prefácio

** Prefácio

***** Santo

*** Aclamação da consagração

*** Por Cristo (doxologia)

**** Ámen final (doxologia)

* Pai Nosso

*** Cordeiro de Deus

*** Comunhão

* Despedida

** Cântico final

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