Sobre a Palavra diária

08/05/2021 // + Jo 15, 18-21

«Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu». Sabia bem Jesus que no mundo existe o mal, o pecado, o ódio e a injustiça. Quem não conhece, nem ama o Pai caminha nas trevas. E o reino do mal não suporta o bem, a verdade, a transparência, a justiça e o amor. É por isso que a implantação da civilização do amor exige luta sem desfalecimentos. Os cristãos amam o mundo como criação de Deus, mas detestam o mal que existe nele. Têm por isso os cristãos de estar preparados para a incompreensão e para a perseguição. Mas unidos a Jesus seremos capazes de vencer o mal e implantar o reino do bem e da verdade. (EB)


07/05/2021 // + Jo 15, 12-17

«Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos». É o amor a essência de Deus. Deus é amor, como refere São João. E todos somos chamados a participar desta maneira de ser e de estar de Deus. Assim como Deus ama, somos também chamados a tomar o caminho do amor e do serviço. Quem participa verdadeiramente do amor de Deus, necessariamente tem que amar os irmãos de todo o coração. E amar é dar a vida pelos outros, é esquecer-se de si para fazer os outros felizes. No verdadeiro amor o centro não é o eu, mas o outro. E só amor dá sentido à vida. (EB)


06/05/2021 // + Jo 15, 9-11

«Para que a Minha alegria esteja em vós e o vosso gozo seja completo». Permanecer no amor de Jesus é fonte de alegria e de esperança. Quem se sente amado e protegido por Deus tem sempre razões para sorrir. Só o amor dá sentido à vida. É feliz o cristão não porque não tenha problemas, mas porque se sabe envolvido pelo amor de Deus e que caminha para um final feliz. Em Jesus o mal e o pecado já foram derrotados e espera-nos no Céu uma plenitude de existência. E se somos envolvidos pelo grande mistério de amor, a nossa missão é espalhar a força do amor por toda a criação. Receber e oferecer o amor é a nossa vocação. (EB)


05/05/2021 // + Jo 15, 1-8

«E assim sereis Meus discípulos». Ser discípulo é permanecer em Jesus, é estar ligado em comunhão profunda com Jesus. Ser discípulo é deixar-se conduzir pela Espírito de Deus. Tudo é dom, tudo é graça. E fora de Jesus não há vida em abundância. Só unidos a Jesus poderemos produzir frutos de vida nova e salvação. Mas o discipulado, como é do âmbito relacional, não é algo estático, mas dinâmico. Estamos sempre em busca de maior comunhão e de maior intimidade com Jesus. E, como a amizade humana, a relação com Jesus se não crescer e se desenvolver cada vez mais acaba por morrer. (EB)


04/05/2021 // + Jo 14, 27-31a

«Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou». Antes de partir deste mundo para o Pai, Jesus oferece aos seus discípulos o dom da paz. Não a paz como o mundo a dá, mas paz baseada na justiça, na liberdade no amor. Não pode estar a paz baseada no compromisso, na lei da força e da imposição, mas na solidariedade, no serviço desinteressado, na promoção do bem de todos. Sem igualdade, sem fraternidade, sem justiça social não pode haver paz. Jesus ao revelar-nos que temos um Pai comum que nos ama a todos, gera uma fraternidade universal, onde cada ser humano é nosso irmão. A paz de Deus gera comunhão com os irmãos e com toda a criação. (EB)


03/05/2021 // + Jo 14, 6-14

«Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta».  Expressa o Apóstolo Filipe o desejo de todo o coração humano: ver o rosto de Deus Pai. Todo o ser humano deseja encontrar-se com o Seu Criador e o Seu Salvador. Só em Deus o nosso coração encontra descanso. Só em Deus está a vida e a salvação. Deus responde a este nosso anseio enviando-nos o Seu Filho Jesus. E quem vê Jesus, vê o Pai. No rosto de Jesus brilha para nós o rosto de Deus Pai. Jesus é caminho que nos conduz ao Pai. Quem está unido a Jesus tem desde já acesso à eternidade e produz obras de amor e de justiça para com todos. (EB)


02/05/2021 // + Jo 15, 1-8

«Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós». O desígnio de Deus é viver em comunhão com todos nós, seus filhos de eleição. As delícias de Deus são estar com os filhos dos homens. E só esta comunhão com Deus é fonte de vida e de salvação. Assim como os ramos não podem subsistir sem estar ligados à videira, também os cristãos só unidos a Jesus serão capazes de produzir frutos de vida e de amor. Sem Jesus nada podemos fazer. Só encontraremos a nossa verdadeira identidade e só produziremos bons frutos se deixarmos a graça de Deus atuar no nosso coração. Permanecer em Jesus é a nossa vocação e a nossa missão. (EB)


01/05/2021 // + Jo 14, 7-14

«Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim?». Existe uma comunhão profunda entre Deus Pai e o Seu Filho Jesus. Com o Espírito, Pai e o Filho participam da mesma condição divina. Por isso, quem vê Jesus vê o Pai, quem conhece o Filho conhece o Pai. No rosto humano de Jesus brilha para toda a Humanidade o rosto divino. Para esta comunhão que existe no seio da Santíssima Trindade somos todos chamados. Viver no seio da Trindade Santíssima é a nossa vocação e a nossa missão. E quem permanece na Trindade produz frutos de amor e de justiça para com todos. A obra e a missão de Jesus é espalhar o amor por toda a criação. E unidos a Cristo todos podemos colaborar nesta obra. (EB)


30/04/2021 // + Jo 14, 1-6

«Na casa de Meu Pai há muitas moradas». É o coração de Deus tão grande que n’Ele todo o ser humano tem lugar. Toda a criatura humana é chamada à comunhão com Deus. Ninguém está excluído da salvação de Deus. E esta comunhão não sucede só durante a nossa vida terrena, mas chega à sua plenitude no Céu. É o Céu, o coração de Deus Pai, o nosso destino final. Não caminha o ser humano para o aniquilamento, mas para salvação em Cristo. Não somos um ser para a morte, mas para a vida em abundância. E a comunhão com Cristo é a via de acesso à eternidade, pois Jesus é caminho, a verdade e a vida. (EB)


29/04/2021 // + Jo 13, 16-20

«Porque escondestes estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos». Revela-se Deus aos pequeninos e humildes e esconde-se aos inteligentes. Os autossuficientes e orgulhosos, os que pensam que tudo podem por si nunca se abrem a uma força que vem de fora, não estão recetivos ao amor de Deus. Para amar e ser amado pelo divino é necessário humildade e simplicidade. É preciso reconhecer que tudo é dom do Alto, que tudo o que somos e temos é uma dádiva divina. E a fé é abrir-se ao dom, é deixar o mistério de Deus penetrar no nosso coração, é deixar-se conduzir pela mão de Deus. (EB)


28/04/2021 // + Jo 12, 44-50

«E quem Me vê a Mim vê Aquele que Me enviou». No rosto de Jesus brilha para nós o rosto de Deus Pai. Como existe uma comunhão profunda entre Deus Pai e Jesus, quem Cristo vê contempla o rosto do Eterno Pai. E veio Jesus como luz do mundo, para que ninguém permaneça nas trevas. Quem acolhe Jesus sabe donde vem, onde está e para onde caminha. Tudo parte do amor de Deus e tudo para lá caminha. E quem sabe que é amado por Deus e que caminha para um final feliz tem razões para a alegria e para a esperança. Mas quem rejeita Jesus caminha nas trevas e afasta-se da luz. Deixar-se conduzir pela luz divina é a nossa missão. (EB)


27/04/2021 // + Jo 22-30

«Eu e O Pai somos um». Após a insistência dos judeus, Jesus revela a Sua condição divina. Ele e o Pai são um, ou seja, participam da mesma condição divina. O segredo e o mistério que envolve a pessoa de Jesus é o facto de Ele ser a presença de Deus no meio de nós. As suas obras, a sua palavra, os seus milagres, o seu amor por todos, atestam isso mesmo. Por isso, quem entra em relação com Cristo, quem se deixa transformar pela sua graça tem a vida eterna, entra no mundo do divino. E quem está com Jesus está seguro, está salvo porque ninguém nos poderá arrebatar da sua mão. (EB)


26/04/2021 // + Jo 10, 1-10

«Eu sou a porta». É a porta símbolo de via de acesso e de proteção. É a porta que nos permite entrar na casa e nos protege dos perigos exteriores. Jesus é a via de acesso à eternidade, à comunhão com Deus Pai. É a comunhão com Jesus que nos permite entrar da dimensão transcendente da nossa existência. Por Jesus passamos o limiar da imanência e entramos no Mistério Inefável.  É Jesus que nos salva e nos liberta dos grandes perigos do mal, do pecado e da morte. Com Jesus nada nos separará da vida nova que Deus nos quer comunicar. Porque Cristo está connosco nada tememos. (EB)


25/04/2021 // + Jo 10, 11-18

«Eu sou o bom Pastor». Jesus utiliza a imagem do Pastor para nos apresentar o rosto do nosso Deus. Deus é como um pastor que ama, protege, conduz e dá a vida pelas suas ovelhas. Deus conhece-nos pelo nome e quer que tenhamos a vida em abundância. Deus é próximo, amigo, protetor, que vive em comunhão profunda com cada um de nós. E em Jesus Cristo Deus deu a vida por nós. Para que tenhamos a vida em abundância, Deus morreu na Cruz. Temos razões para confiar em Cristo. A nossa vocação e a nossa missão é sermos a imagem de Cristo Bom Pastor para com os irmãos. Deve brilhar no nosso rosto a face divina que ama a todos. (EB)


24/04/2021 // + Jo 6, 60-69

«Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna». É Jesus o único salvador e redentor da Humanidade. Só Jesus nos pode salvar e comunicar a vida eterna. Se queremos ter a vida em plenitude só temos um caminho: seguir Jesus. Tem, por isso, toda a razão Simão Pedro para proclamar Jesus como o único que tem palavras de vida eterna. Na opção por Jesus concretiza-se a salvação ou a condenação do ser humano. Quem tem Cristo tem a vida, quem o rejeita afasta-se da vida. Como respeita a nossa liberdade, Jesus continua a perguntar-nos: «Também vós quereis ir embora?». Qual vai ser a nossa resposta? (EB)


23/04/2021 // + Jo 6, 52-59

«Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue fica em Mim e Eu nele». Somos chamados a uma comunhão profunda com o nosso Deus. Somos chamados a dizer como o São Paulo: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Para dizer esta comunhão profunda entre o divino e o humano, Jesus utiliza as metáforas do pão e do comer. Assim como precisamos de comer o pão para podermos viver, também precisamos de nos alimentarmos do Pão da vida eterna que Jesus nos oferece. Na Eucaristia, Cristo Ressuscitado assume o pão para que possamos entrar cada vez mais em comunhão com Ele. (EB)


22/04/2021 // + Jo 6, 44-51

«E o pão que Eu hei de dar é a Minha carne pela vida do mundo». Usa Jesus a metáfora do pão para simbolizar a Sua vida entregue e derramada pela salvação da Humanidade. Assim, como o pão mata a nossa fome material e nos dá força para viver, Jesus mata a nossa fome de vida e de eternidade e dá-nos força para viver em plenitude. Quem acolhe Jesus, quem se deixa inebriar pelo Seu amor já tem a vida nova, já tem vestígios da eternidade e da vida em plenitude. O amor que circula no seio da Santíssima Trindade desce sobre quem se alimenta da vida de Cristo ressuscitado. Através do Seu Espírito, Deus está presente em cada um de nós. (EB)


21/04/2021 // + Jo 6, 35-40

«E a vontade de Meu Pai é esta: que todo aquele que vê o Filho e acredita n’Ele tenha a vida eterna». O nosso Deus é o Deus da vida e do amor e quer partilhar com todos os seus filhos a Sua vida e a Sua graça. A vontade de Deus é que todos os seres humanos participem da Sua vida e vivam em comunhão com Ele. Fomos criados para a comunhão com o divino. A nossa vocação é permanecer no coração de Deus nosso pai. Foi a partilhar a Sua vida connosco que Deus nos enviou o Seu Filho Jesus. E que quem acolhe Jesus no coração, quem vive em comunhão com Ele participa na vida divina e vive para sempre. Em Deus está a fonte da vida. (EB)


20/04/2021 // + Jo 6, 30-35

«Eu sou o pão da vida». Jesus é o verdadeiro pão da vida que Deus Pai envia ao mundo. Ele é a presença de Deus no meio de nós. Em Cristo está a vida, a felicidade e a plenitude da nossa existência. E quem se alimenta de Cristo, o pão da vida, tem acesso à eternidade, não morrerá jamais. Jesus é o único salvador e redentor da Humanidade. Fora d’Ele não há salvação. Só Cristo sacia totalmente o nosso coração. Assim como precisamos do pão material para alimentar o nosso corpo, precisamos de Jesus para saciar a nossa fome de plenitude e de eternidade. (EB)


19/04/2021 // + Jo 6, 22-29

«A obra de Deus é esta: que acrediteis n’Aquele que Ele enviou». O viver em comunhão com Jesus é o desígnio de Deus a nosso respeito. Fomos criados para podermos participar da condição divina de Jesus, para nos tornarmos filhos no Filho. Todo o ser humano, porque é filho de Deus, tem esta vocação divina. Por isso, a obra de Deus, quer dizer, o sonho de Deus para nós, é que sejamos inseridos no amor que circula no seio da Trindade Santíssima. Por isso, só quando o ser se abre à graça de Deus e se deixa inebriar pelo Seu amor encontra a felicidade e a plenitude da vida. Sem realizarmos esta vocação à comunhão com o divino a nossa vida perde todo o sentido e toda a beleza. (EB)


18/04/2021 // + Lc 24, 35-48

«Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo». Existe uma identidade entre o Crucificado e o Ressuscitado. Aquele Jesus que os Apóstolos viram e conviveram é o que ressuscitou e que se manifesta aos discípulos. Não estando sujeitos às leis do espaço e do tempo, Jesus Ressuscitado está presente aos Seus. Jesus é nosso companheiro de viagem; através do Seu Espírito envolve-nos e acompanha-nos sempre. Somos, por isso, chamados a ser testemunhas da Ressurreição de Jesus. A alegria de ser envolvidos pelo Ressuscitado tem que ser partilhada com todos. (EB)


17/04/2021 // + Jo 6, 16-21

«Sou Eu, não temais». Deus está sempre connosco. A Sua graça e a Seu amor acompanha-nos permanentemente. Estamos sempre protegidos pela mão de Deus. Mesmo que às vezes não pareça, principalmente nas situações difíceis, Deus nunca nos abandona. Os discípulos, porque estavam no barco sozinhos, contando apenas com as suas forças, sentiram medo quando o vento começou a soprar forte e o mar a encrespar-se. Mas Jesus foi ter com eles para lhes levar uma palavra de esperança. Muitas vezes as situações difíceis são para nos ajudar a descobrir que só com o amparo divino seremos capazes de remar para o sítio certo. Sem Deus nada podemos fazer. Com Deus tudo podemos. (EB)


16/04/2021 // + Jo 6, 1-15

«Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Jesus tem compaixão da multidão e trata de lhe saciar a fome. A partir do pouco que os discípulos tinham, Jesus, multiplicando e dividindo o pão, matou a fome àquela gente toda. A partir do pouco que temos Deus é capaz de fazer maravilhas. Mas a multiplicação do pão é sinal de um milagre maior: a partilha da vida divina por todos. Jesus é o verdadeiro pão da vida que sacia a nossa fome de vida, de felicidade e de amor. Só Ele preenche e sacia totalmente o nosso coração. E uma vida doada por amor multiplica-se e sacia o coração de muitos. (EB)


15/04/2021 // + Jo 3, 31-36

«Quem acredita no Filho tem a vida eterna». Jesus é Aquele que vem do Céu, é a presença de Deus no meio de nós. Cristo é de condição divina. Ele é o Filho amado de Deus que veio ao mundo para nos comunicar a vida divina. Ele é o caminho, a verdade e a vida. Quem vive em comunhão com Cristo tem acesso à eternidade e à vida em plenitude. É, por isso, que quem recusa o Filho não verá a vida e permanece nas trevas. E quem adere a Jesus caminha na luz, na verdade e na vida. Jesus é o único salvador da humanidade. Fora d’Ele não há salvação. (EB)


14/04/2021 // + Jo 3, 16-21

«Para que o mundo seja salvo por Ele». Deus ama a todos e quer salvar a todos, ou seja, quer que todos vivamos em comunhão com Ele. Deus é a fonte da vida. E para que possamos chegar à comunhão com o divino, Deus enviou-nos o Seu Filho. Com a Sua encarnação, morte e ressurreição, Jesus abriu-nos as portas do Céu, deu-nos a possibilidade de viver em comunhão com Deus Pai. Ele é o nosso mediador, o nosso salvador e nosso redentor. Quem tem o Filho tem a vida eterna, quem recusa o Filho afasta-se do caminho da vida e da salvação. Não há outro salvador à face da terra. (EB)


13/04/2021 // + Jo 3, 7-15

«A fim de que todo aquele que n’Ele crer tenha a vida eterna». Jesus encarnou, morreu e ressuscitou para nos comunicar a vida eterna. Tudo suportou Jesus para que possamos viver em comunhão com Deus e que nada nos possa separar do Seu amor. A partir da Ressurreição a presença de Jesus no mundo através do Seu Espírito universalizou-se. Em qualquer lugar e em qualquer tempo somos envolvidos pelo Espírito de Deus que sopra onde quer. O Espírito de Deus não tem fronteiras, está presente onde encontra um coração recetivo à Sua presença. Todos somos filhos de Deus e somos todos chamados à salvação. (EB)


12/04/2021 // + Jo 3, 1-8

«Tendes de nascer de novo». A vida nova que brotou da Páscoa do Senhor Jesus dá-nos um coração novo, renova o nosso ser. Quem é inebriado pela força do Espírito torna-se um homem novo, renovado pela graça. Desaparece o homem velho, sujeito ao mal e ao pecado, e surge o homem novo marcado pela graça, pelo amor e pela justiça. Receber a vida de Cristo é como que ser recriado. Homens novos com comportamentos novos. A vida do homem novo é marcada pela alegria, pela esperança, pelo amor, pela paz e pela justiça. Pode o homem novo dizer como São Paulo: «já não sou eu que vivo, é que Cristo que vive em mim». (EB)


11/04/2021 // + Jo 20, 19-31

«Meu Senhor e meu Deus». Como não estava no seio da comunidade, Tomé não chegou à fé na ressurreição. Mas oito dias depois, como já estava com os outros discípulos, e após um diálogo com Jesus, Tomé profere esta bonita profissão de fé: «Meu Senhor e meu Deus». Sendo uma experiência pessoal, a fé na ressurreição vive-se em comunidade. A comunhão com outros fortalece a nossa fé e aviva a nossa esperança. Sem relação com os irmãos a fé morre por inanição.  A existência de tantos crentes que se abrem à graça divina é um grande sinal de que Cristo está vivo e que continua a tocar o coração dos crentes. (EB)


10/04/2021 // + Mc 16, 9-15

«Apareceu, finalmente, aos próprios onze». Depois de aparecer às mulheres e aos discípulos de Emaús, Jesus apareceu aos onze, quando estavam sentados à mesa. Foram as aparições de Jesus Ressuscitado a várias pessoas que deram origem à fé na Ressurreição. Não foram os discípulos que impuseram a Ressurreição, foram as manifestações de Cristo Vivo que ultrapassaram a incredulidade dos discípulos. E Jesus Ressuscitado enviou os Seus discípulos em missão. Não pode a boa notícia da Ressurreição ficar só para alguns, todos devem participar da boa nova que brota da Páscoa. Deus quer partilhar a Sua vida com todos os seus filhos. (EB)


09/04/2021 // + Jo 21, 1-14

«Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar». Quando os discípulos lançaram a rede obedecendo à palavra de Jesus pescaram em grande quantidade. Mas quando andaram toda a noite a pescar por iniciativa própria não pescaram nada. Com a graça de Deus tudo é possível na nossa vida, seremos capazes de realizar obras grandiosas. Contando só com as nossas forças tudo se torna insípido e não frutifica. De facto, se tivermos um coração sensível e atento, perceberemos que nos momentos de tribulação Deus estende-nos a sua mão e nos protege. Deixar-se conduzir pela mão de Deus é a nossa missão. (EB)


08/04/2021 // + Lc 24, 35-48

«Vede as Minhas mãos e os Meus pés; sou Eu mesmo». Existe uma identidade em Jesus terreno e o Cristo Ressuscitado. É o Ressuscitado o Crucificado. É, por isso, que Jesus convida os seus discípulos a olhar para as Suas mãos e os seus pés. Com a Sua Ressurreição Jesus introduz toda a humanidade no seio do divino. Caminha para a humanidade para a comunhão com Deus e não para a perdição. O nosso destino final não é a morte, mas a vida em plenitude junto de Deus. E é todo o nosso ser que viverá na eternidade. Mas enquanto caminhamos para esse encontro final com Cristo, temos a presença do Espírito que Jesus nos enviou. (EB)


07/04/2021 // + Lc 24, 13-35

«Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O». Foi quando Jesus Ressuscitado se sentou à mesa que os discípulos O reconheceram. Tinham caminhado com Jesus, mas o seu olhar estava preso aos aspetos visíveis da realidade. Só o olhar de fé permite vislumbrar a presença do invisível no visível. Ao recordar a maneira como Jesus abençoava e partia o pão, os discípulos reconheceram a Sua presença misteriosa. E, por isso, passaram da tristeza e do desânimo, à alegria e ao entusiamo. Com Deus na nossa vida não há lugar para o abatimento, mas para a alegria do anúncio da Ressurreição. (EB)


06/04/2021 // + Jo 20, 11-18

«Vi o Senhor». Apesar dos sinais da ressurreição, num primeiro momento, Maria Madalena não viu Jesus Ressuscitado. Estavam os seus olhos presos no aspeto visível deste mundo. Só quando Jesus lhe apareceu e a chamou pelo nome é que Maria Madalena começou a ver Jesus com um olhar de fé. É a fé que nos permite ver para lá do visível a presença invisível, mas bem presente, do Ressuscitado. Foi de fato a força da luz do Ressuscitado que se impôs a Maria Madalena, e não o seu desejo de ver Jesus vivo. Jesus está mesmo vivo e comunica-se ao coração dos crentes. (EB)


05/04/2021 // + Mt 28, 8-15

«Cheias de temor e de grande alegria, correram a dar a notícia aos discípulos». Quando Deus se manifesta na nossa vida o nosso coração enche-se de temor reverencial diante do mistério inefável de Deus e de alegria pela presença do mistério santo. Renovadas pela luz do Ressuscitado as mulheres correram a levar a boa notícia aos discípulos. Não pode a alegria da Páscoa ficar só para nós, tem que ser anunciada e proclamada a todos. Deus quer comunicar o Seu amor a todos. A vida nova que irradia da Páscoa do Senhor Jesus quer inundar todo o mundo. (EB)


04/04/2021 // + Jo 20, 1-9

«Jesus devia ressuscitar dos mortos». Com a ressurreição de Jesus começou um mundo novo. A última palavra deixou de ser do sofrimento e da morte, mas da vida em abundância. O nosso maior inimigo, a morte, foi derrotado na sua raiz. Venceu a vida e o amor. Existem por isso razões para a alegria, para entusiasmo e para esperança. A ressurreição de Jesus abriu-nos as portas da eternidade. O jardim do paraíso floriu. Temos à nossa espera no Céu os braços de Deus Pai. Após a morte não encontremos o vazio, mas um Rosto que nos conhece e nos ama. Este é o dia que o Senhor fez. Exultemos e cantemos de alegria. (EB)


03/04/2021 // + Mc 16, 1-8

«Não temais». Após o silêncio de Sábado Santo ecoa no nosso coração o grito de Jesus às mulheres que tinham ido ao sepulcro de Jesus: «Não temais». De facto, a nossa vida está muito marcada pelo medo. Medo de falhar, medo dos outros, medo da morte e, acima de tudo, medo da solidão. Mas a presença do ressuscitado elimina todo o temor e toda a angústia. O mal, o pecado e a morte foram derrotados com a ressurreição de Jesus. Nada nos poderá separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus. A vida, ao amor e esperança triunfaram com a ressurreição de Jesus. (EB)


02/04/2021 // + Jo 18, 1 – 19, 42

«Tudo está consumado». Com o Seu último suspiro consuma Jesus a salvação e de redenção da humanidade, pois a Sua morte mata a nossa morte, a Sua obediência derrota o mal e o pecado. Dá início a morte de Jesus a mundo novo. Sucede na Cruz uma nova criação da humanidade. Pode agora o homem viver em total comunhão com Deus, com os irmãos e com toda a criação. Nada poderá o ser humano do amor de Jesus. Morre com a morte de Jesus o homem velho, sujeito ao pecado e ao mal, e nasce o homem novo e o reino novo, onde superabundam a graça e o amor. Morrer com Cristo para o pecado e ressuscitar para a graça é o grande desafio da Páscoa. (EB)


01/04/2021 // + Jo 13, 1-15

«Amou-os até ao fim». A entrega de Jesus pelos outros tem a sua consumação no Seu Mistério Pascal. E para fazer os discípulos participantes da Sua vida derramada pelos outros, antes da Sua paixão, Jesus celebrou uma Ceia com os Apóstolos. Partilhar a mesma mesa, partilhar o pão é comungar da mesma entrega por amor. E para iniciar os discípulos no serviço aos irmãos, Jesus, o Mestre, despoja-se das suas roupas e lava os pés aos seus discípulos e pediu-lhes que fizessem o mesmo. Deve por isso a participação com Jesus na Ceia desembocar na vida de serviço e entrega aos outros. O Jesus que Se nos oferece na mesa Eucarística é o mesmo que resplandece no rosto dos que sofrem. (EB)


31/03/2021 // + Mt 26, 14-25

«Quanto me dareis se eu vo-Lo entregar». Judas a troco de algum dinheiro traiu Jesus. O interesse, o lucro sobrepôs-se à amizade, à verdade e ao bem. E quando é o interesse a comandar a nossa vida os outros deixam de ser um dom, com uma alta dignidade, para passarem a ser um objeto ao nosso dispor. É de fato a ganância, bem simbolizada no amor ao dinheiro, uma tentação terrível, que destrói a confiança, a liberdade e o amor. Não existe paz de espírito num coração ganancioso. Celebrar a Páscoa é abandonar o homem velho marcado pelo pecado, bem patente em Judas, e revestir-se do homem novo, vivendo na justiça, na paz e no amor. (EB)


30/03/2021 // + Jo 13, 21-33.36-38

«Por ti darei a minha vida». Tencionava o apóstolo Pedro seguir Jesus no caminho da cruz, mas na hora decisiva Pedro vacilou e negou Jesus três vezes. Judas a troco de algumas moedas entregou o Divino Mestre, e, por isso, fez-se noite na sua vida. Muitas vezes o coração humano encontra-se profundamente dividido. Existe uma reta intenção de amar Jesus até ao fim, mas a ambição, o medo, as debilidades humanas destroem a nossa capacidade de perseverar. Mas o seguimento de Jesus tem de concretizar-se nos pequenos e nos grandes gestos de fidelidades quotidianas.  Fácil não é tomar a cruz de Jesus, mas é o único caminho que nos conduz à vida. (EB)


29/03/2021 // + Jo 12, 1-11

«Então Maria, tomando uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, ungiu os pés de Jesus». Antecipa Maria a veneração dos cristãos pelo corpo do Crucificado, sinal do amor derramado de Jesus. Só o rosto do Crucificado nos revela o imenso amor de Deus pela humanidade. Venerar o Crucificado é um gesto de agradecimento a Deus e de compromisso de imitar Jesus na entrega da vida pela salvação da humanidade. Agora o Crucificado brilha para nós no rosto dos que mais sofrem e são vítimas de injustiça. Partilhar as dores que sofrem é venerar Jesus. (EB)


28/03/2021 // + Mc 14, 1 – 15, 47

«Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus». O centurião ao ver Jesus expirar daquela maneira reconheceu a divindade de Jesus. É de facto a Cruz a revelação suprema da essência de Deus. Só conhece o rosto divino quem toma o caminho de Jesus até à Cruz. Revela assim a Cruz de Jesus que o amor de Deus pela humanidade chega ao ponto de dar a vida por nós. Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos irmãos. Diante de tanto amor derramado sobre nós, há que também entrar no caminho do amor e do serviço, dando a vida pelos outros. Viver a Semana Santa é enveredar pela via do amor. (EB)


27/03/2021 // + Jo 11, 45-56

«E não somente pela Nação, mas também para trazer à unidade os filhos de Deus que andam dispersos». Porque a liberdade de Jesus colocava em causa a posição dos chefes religiosos, resolveram eliminá-lo. Os interesses da classe sobrepuseram-se à verdade e à justiça. Mas, paradoxalmente, é esta rejeição pelo seu povo que transforma Jesus em Salvador de toda a humanidade. Não veio Jesus apenas para salvar o Seu povo, mas para estender o Seu amor a todas as nações. Jesus morreu por toda a humanidade, criando unidade e comunhão entre todos os homens. A morte de Jesus elimina todas as barreiras e exclusões e gera vida nova. (EB)


26/03/2021 // + Jo 10, 31-42

«Não é por alguma obra que Te apedrejamos, é por blasfémia, porque, sendo Tu homem, Te fazes Deus a Ti mesmo». Condenaram Jesus à morte os judeus por blasfémia. Estava para além dos seus limites e esquemas um ser humano afirmar-se de condição divina. Por isso, Jesus tinha que ser eliminado. Mas este é de facto o grande mistério e o grande paradoxo que envolve a pessoa de Jesus. Ele não é mais um dos profetas, é a presença de Deus no meio de nós. E veio a este mundo para nos comunicar a vida divina. Este é o grande mistério da Páscoa. O próprio Deus sofre e morre para nos libertar do sofrimento e da morte. Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos irmãos. (EB)


25/03/2021 // + Lc 1- 26-38

«Hás de conceber no teu seio e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus». Enviado por Deus, o anjo Gabriel vem anunciar a Maria que será a mãe de Jesus, o Filho de Deus. Assim começa o mistério da nossa redenção e da nossa salvação. No seio de Maria o eterno assumiu o tempo, o infinito o finito, o Criador a criatura. Que grande mistério é a encarnação de Deus! Maria, apesar das palavras inauditas do anjo, confiou e, por isso, tornou-se a mãe do Redentor. Quando o ser humano abre o coração aos projetos de Deus e está recetivo ao Seu amor, Deus faz maravilhas. Com Maria digamos «sim» ao amor de Deus. (EB)


24/03/2021 // + Jo 8, 31-42

«Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará». Jesus é a luz e a verdade e quem permanece n’Ele não anda nas trevas. É a luz de Deus que nos liberta do pecado e do mal e nos coloca no caminho do amor e da paz. A nossa liberdade é assim uma liberdade libertada pela graça de Deus. É a liberdade um grande dom de Deus. Deve a nossa liberdade desembocar na responsabilidade e no serviço aos outros. Por isso, quem recusa Jesus permanece preso ao mundo do pecado, do mal, do ódio e da violência. Quem acolhe a graça de Deus é livre para o amor. (EB)


23/03/2021 // + Jo 8, 21-30

«Vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo». Jesus é o enviado do Pai a este mundo. Fala Jesus do que ouviu do Pai. Em Jesus é o mundo do Alto, o mundo lá de cima que nos visita. Sucede em Jesus o encontro entre o tempo e a eternidade, entre o finito e o infinito. É para este mundo lá de cima que Jesus nos atrai a todos. Quem vive em comunhão com Jesus, quem Lhe entrega o coração, que se deixa inebriar pela Sua graça abandona o mundo de cá de baixo e entra no mundo de lá de cima. É a fé a porta de entrada no mundo do Alto. E quem ama e perdoa é sinal que já foi tocado pelo mundo de lá de cima. (EB)


22/03/2021 // + Jo 8, 1-11

«Nem Eu te condeno, volveu-lhe Jesus. Vai e doravante não tornes a pecar». Jesus veio para salvar e não para condenar. Não quer Jesus que ninguém se perca, mas que todos encontrem o caminho do bem e da verdade. Por isso, Jesus não condenou a mulher pecadora, mas regenerou-a, deu-lhe uma vida nova, deu-lhe uma oportunidade de começar de novo. Perdoar é isto mesmo: é dar uma nova oportunidade ao outro, é ajudá-lo a levantar-se. É o perdão um grande dom que oferecemos ao outro. Mas Jesus disse à mulher para não voltar a pecar. Quem recebe o perdão tem que estar disposto a começar de novo, a deixar para trás o pecado. (EB)


21/03/2021 // + Jo 12, 20-33

«Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto». Não é a Cruz um ato isolado na vida de Jesus, mas um coroamento de uma vida totalmente entregue aos outros. Nunca Jesus viveu voltado sobre si, a pensar apenas em si, mas numa atitude de entrega e de serviço total aos outros. E, como do grão de trigo, Jesus morreu para si próprio para dar vida aos outros. No jogo da vida, quem perde ganha e quem ganha perde. Para ter acesso à vida verdadeira é necessário perdê-la, quer dizer, doá-la e entregá-la aos outros. Só o caminho do amor e do serviço nos conduz à vida. (EB)


20/03/2021 // + Jo 7, 40-53

«Outros, porém, diziam: «O Cristo virá da Galileia?». O mistério que envolvia a pessoa de Jesus causava surpresa nos contemporâneos de Jesus. Nenhuma das suas categorias era suficiente para dizer a verdadeira identidade de Jesus. A presença de Deus através do Seu Filho Jesus ultrapassa todos os nossos esquemas. Mas de fato Jesus não é mais um dos profetas, mas a própria presença de Deus no meio de nós.  E o grande mistério da Páscoa é a afirmação que em Jesus é o próprio Deus que sofre e morre por nós. É assim o mistério da cruz a maior revelação do amor de Deus pela humanidade. (EB)


19/03/2021 // + Mt 1, 16.18-21.24a

«José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo». Apesar de pôr em causa os projetos que tinha traçado para a sua vida, José, avisado por um anjo do Senhor, obedeceu aos planos de Deus, aceitando tornar-se pai adotivo de Jesus. A fé é de facto deixar-se conduzir pela mão de Deus; é ir para onde o sopro do Espírito nos levar. E quando vivemos nesta atitude Deus faz maravilhas em nós e através de nós. É José um grande modelo para todos os crentes. Homem de fé é José, mas também homem da justiça e da verdade. (EB)


18/03/2021 // + Jo 5, 31-47

«E o Pai, que Me enviou, deu Ele mesmo testemunho de Mim». Veio Jesus a este mundo como enviado do Pai e para cumprir a Sua vontade. Como era necessário passar pela paixão para salvar a humanidade, Jesus livremente aceita carregar com a cruz e caminhar para a morte. Tudo Jesus fez em comunhão com o Pai. É o Pai que dá testemunho de que Ele é o Salvador e Redentor da humanidade. É o amor do Pai que Lhe dá força para enfrentar as dificuldades da sua missão. E quem recusa o Filho recusa o Pai e afasta-se do caminho da vida e da salvação. (EB)


17/03/2021 // + Jo 5, 17-30

«Mas também porque dizia que Deus era Seu Pai, fazendo-Se igual a Deus». Foi por Jesus se apresentar como Filho Unigénito de Deus que foi condenado à morte pelos judeus. Ultrapassava todos os limites da sua conceção do divino a presença de Deus no nosso meio de nós. É, de facto, um grande paradoxo relatar o sofrimento de Deus. Mas este é o grande mistério da Páscoa. Jesus, que vive em plena comunhão com o Eterno Pai, percorreu os passos da paixão para nos comunicar a vida em abundância. Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos irmãos. Podemos agora percorrer os mistérios da dor e da morte à luz da Páscoa. (EB)


16/03/2021 // + Jo 5, 1-3a.5-16

«Levanta-te, toma o teu catre e anda».  Teve compaixão Jesus do paralítico que jazia à beira da piscina sem que ninguém o ajudasse a curar-se. Aproximou-se dele Jesus e curou-o dizendo: «levanta-te e anda». A palavra de Deus liberta-nos de todas as amarras, levanta-nos do chão e dá-nos força para continuarmos o nosso caminho. Sem Deus a nossa vida fica paralisada, é marcada pelo tédio, mas com Deus ela ganha sentido, é revigorada pela força da graça divina. Sem Deus a nossa vida fica presa ao instante presente, com Deus abrimo-nos ao futuro com esperança e otimismo. Assim, Deus continua a dizer a cada um de nós: levanta-te e toma o caminho do amor e do serviço. (EB)


15/03/2021 // + Jo 4, 43-54

«O homem acreditou na palavra que Jesus lhe tinha dito». Quando há fé a palavra de Deus faz maravilhas na vida de todos nós. Quando o nosso coração está totalmente recetivo à graça de Deus, quando estendemos as mãos para Deus em prece, o amor de Deus desce sobre nós e transforma e renova o nosso coração. E com Deus na nossa vida tudo se transforma e tudo se renova. Foi o que sucedeu ao funcionário real. Porque confiou completamente em Jesus, o seu filho foi curado. E por causa desta cura todos os da sua casa acreditaram em Jesus. A fé é contagiante, faz descer a graça sobre nós e sobre os outros. (EB)


14/03/2021 // + Jo 3, 14-21

«Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». O amor de Deus pela humanidade é o motivo da encarnação, morte e ressurreição de Jesus. Como Deus quer viver numa relação próxima e amiga com cada um dos seus filhos, Deus veio ao nosso encontro na pessoa do Seu Filho Jesus. Quem acolhe o Filho tem acesso ao mistério de Deus Pai. E como Deus é a fonte da vida, quem acolhe Deus já tem a vida e quem o recusa não tem a vida, já está condenado. No acolhimento ou na recusa do Filho de Deus verifica-se a nossa salvação ou a nossa condenação. (EB)


13/03/2021 // + Lc 18, 9-14

«Eu vos digo: este voltou justificado para sua casa». O publicano, que não ousava levantar os olhos ao céu. saiu perdoado do momento de oração. Já o fariseu que se orgulhava das suas ações e se julgava superior aos outros não saiu renovado do templo. Estava o fariseu totalmente fechado ao mistério de Deus e ao relacionamento com os outros. O orgulho, a arrogância, o viver voltado sobre si fecham-nos a todo o contato com a Transcendência. Já a humildade, a simplicidade e a pureza são uma janela aberta para a graça de Deus. Como tudo é graça, como tudo é dom ninguém se deve gloriar, mas agradecer e estender as mãos em prece para Deus. (EB)


12/03/2021 // + Mc 12, 28b-34

«Não há outro mandamento maior que estes». O amor a Deus e o amor aos irmãos é o centro da mensagem cristã. Resume Jesus toda a Lei e os Profetas no amor a Deus e aos irmãos. Quem ama de verdade nunca está longe do reino de Deus. Ser cristão é viver no amor e para o amor. Exige esta maneira de viver uma volta muito grande na vida de todos nós. O nosso «eu» e os nossos interesses pessoais têm de deixar de ser o centro, para vivermos a partir dos outros e para os outros. Quem ama não vive a partir de si e para si, mas coloca-se ao serviço dos outros. Mas só o amor dá sentido à vida. (EB)


11/03/2021 // + Lc 11, 14-23

«Todo o reino dividido contra si mesmo será devastado e cairá casa sobre casa». A presença de Jesus elimina todo o mal e todo o pecado. A graça de Deus é mais forte do que o mal e do que o pecado. Temos razões para a esperança apesar da força do mal. É o mal que cria a divisão e a rutura com os outros e connosco próprios. Onde está o ódio, a separação, a vingança está presente o espírito do mal. E um reino dividido acaba por ruir por si mesmo. Vencer o mal é assim passar do reino da divisão e da exclusão para o reino da comunhão e da inclusão. Vencer o mal é acreditar que o amor e o perdão vencem o mal e o pecado. (EB)


10/03/2021 // + Mt 5, 17-19

«Não vim revogá-la, mas completá-la». Não veio Jesus revogar a Lei, mas completá-la, levá-la à perfeição. E, acima de tudo, ao renovar o nosso coração, Jesus deu-nos força para poder cumprir a Lei até ao fim. Não é um cristianismo uma moral, ou seja, a apresentação de alguns princípios éticos que devemos cumprir. O cristianismo é uma renovação e transformação interior. É receber uma força do Alto que nos dá a capacidade de optar permanentemente pelo caminho do bem e da verdade. Um coração novo, renovado pela graça de Deus, exige um comportamento novo. O cristão tem que ser coerente com o dom que recebeu. (EB)


09/03/2021 // + Mt 18, 21-35

«Não te digo sete vezes, mas setenta vezes sete». É o apelo ao perdão o coração da mensagem cristã.  No perdão verdadeiro não existe resquícios de interesse ou de egoísmo, mas gratuidade e incondicionalidade, pois quem oferece o perdão procura apenas a regeneração do outro. Perdoar é de facto dar uma nova oportunidade ao outro, ajudá-lo a levantar-se e a libertar-se das suas feridas interiores. Quem perdoa de todo o coração toca o mistério divino. Por outro lado, perdoar aos irmãos liberta-nos do ressentimento que as ofensas que sofremos sempre deixam no nosso coração. E um coração ressentido nunca vive em serenidade e em paz. Dom para a vítima e para o culpado é o perdão. (EB)


08/03/2021 // + Lc 4, 24-30

«Mas, passando por meio deles, Jesus seguiu o Seu caminho». Foi sempre Jesus livre relativamente a tudo e a todos. Nem sequer as ameaças e as perseguições lhe tiravam a liberdade. Diante da hostilidade dos membros da sinagoga, Jesus com fortaleza e liberdade passa por meio deles e segue o seu caminho. Ninguém consegue deter um homem livre. A hostilidade contra Jesus surge de corações fechados, incapazes de se abrirem à novidade da mensagem de Jesus. A prisão aos nossos esquemas e pré-conceitos não permitem a abertura ao Evangelho. Daí que um profeta, que transporta sempre algo de novo, não seja bem-recebido na sua terra. (EB)


07/03/2021 // + Jo 2, 13-25

«Jesus, porém, falava do templo do Seu corpo». Com o gesto de expulsão dos vendedores do templo, Jesus quer significar a inauguração de um novo templo e de um novo culto. A partir da Páscoa Jesus está presente, através do Seu Espírito, não num espaço exterior, mas no coração dos crentes, que são o Seu Corpo. O coração de todos os crentes é novo templo onde se Jesus se manifesta à humanidade. Neste novo tempo, o culto não já não consiste na oferta de animais ao divino, mas na oferta da própria vida a Deus. Por isso, toda a vida do cristão tem que ser um ato de louvor a Deus. A vida do cristão deve tornar-se numa liturgia permanente. (EB)


06/03/2021 // + Lc 15, 1-3.11-32

«Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu». Quem ama de verdade fica triste com as quedas dos outros e alegra-se com os sucessos dos irmãos. Deus, como o pai da parábola, respeita a nossa liberdade até ao fim. Fica triste quando nos afastamos d’Ele e tomamos o caminho da perdição, mas como nos ama respeita a nossa opção. Não existe amor sem liberdade. Mas quando voltamos para o Seu seio, Deus fica muito feliz e faz festa. Como o Seu coração transborda de misericórdia, Deus fica feliz por nos ver felizes.  Deus está sempre à espera do nosso regresso para nos poder abraçar e transmitir o Seu amor e a Sua graça. (EB)


05/03/2021 // + Mt 21, 33-43.45-46

«Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo “Hão de respeitar o meu filho”». Nunca desiste Deus de nos amar e de nos salvar. Apesar de os seus enviados serem rejeitados e mortos pelo povo, Deus continuou a enviar novos mensageiros. Por fim, enviou o seu próprio Filho, que também foi rejeitado e morto. É, por isso, o amor de Deus por nós gratuito e incondicional. Deus é sempre fiel às suas promessas e faz tudo para nos comunicar a Sua vida divina. Mas este encontro salvífico exige o acolhimento humano. Quem recusa o amor divino afasta-se da vida e da salvação. (EB)


04/03/2021 // + Lc 16, 19-31

«Entre nós e vós foi estabelecido um grande abismo». A indiferença do rico para com o pobre Lázaro nesta vida cria um abismo intransponível na eternidade. A indiferença para com os outros condena não salva. Têm um valor de eternidade os gestos de caridade e de justiça que praticamos neste mundo. Quem se afasta dos outros afasta-se de Deus. O mal e o bem que fazemos aos outros rasga os céus e toca o coração do nosso Deus. E fazemos a experiência de Deus quando vemos espelhado o rosto divino na face dos irmãos que sofrem. Ninguém pode dizer que ama a Deus se não ama os seus irmãos. (EB)


03/03/2021 // + Mt 20, 17-28

«O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida pelo resgaste de muitos». Enquanto Jesus falava da Sua paixão e morte, os discípulos discutiam entre si qual deles era o maior. Encontramos aqui em confronto a grandeza do coração de Deus, que ama sem limites, e a mesquinhez do coração humano, sempre preocupado com a sua imagem e seus interesses.  Deve suscitar este confronto uma atitude de conversão e de mudança. É necessário abandonar o egoísmo e mesquinhez e tomar a atitude de Jesus, que não veio para ser servido, mas para servir. É grande aquele que serve e ama até ao fim. (EB)


02/03/2021 // + Mt 23, 1-12

«Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado». Paradoxais leis regem o Reino de Cristo. É humilhado aquele que se exalta e é exaltado aquele que se humilha. Maior não é o que tem mais poder, mas aquele que serve. Mas um reino que tem como lei suprema o amor só pode ter leis paradoxais. No reino do amor as ações não são feitas a pensar em nós, mas só no bem do irmão. O bem-estar dos irmãos é a lei suprema. Ninguém se sente superior aos outros, todos aprendem uns com os outros e todos se ajudam a crescer. E quem assim vive descobre o seu verdadeiro rosto e encontra um caminho de vida e de felicidade. (EB)


01/03/2021 // + Lc 6, 36-38

«A medida que empregardes com os outros será usada convosco». É a medida do cristão a misericórdia, o perdão, o não julgar, o dar. Ama sempre e todos. Aquele que ama de verdade apenas procura o bem do outro e não o seu interesse. Mas também é verdade que o perdão e o amor, assim como o ódio e a violência fazem ricochete. A violência gera mais violência. Crescem em espiral a violência e o ódio. Só o perdão e a misericórdia eliminam o mal na sua raiz e constroem a civilização do amor e da paz. (EB)


28/02/2021 // + Mc 9, 2-10

«Subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles». Para preparar os seus discípulos para a dureza da Cruz, Jesus mostrou-lhes o Seu verdadeiro rosto de Filho amado do Pai. É a transfiguração uma antecipação do grande mistério da Ressurreição. E quem sabe que caminha para um final feliz tem forças para superar as dificuldades do presente. No rosto de Jesus transfigurado descobrimos o nosso próprio rosto. Também nós somos filhos amados do Pai, participantes do mesmo amor que circula entre o Pai e o Filho. E quem tem Deus como Pai tem em qualquer ser humano um irmão. No rosto dos irmãos brilha para nós o rosto divino. (EB)


27/02/2021 // + Mt 5, 43-48

«Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem». Entrar na dinâmica do amor gratuito e incondicional é a essência do ser cristão. Viver em Cristo é ter um coração tão amplo onde todo o ser humano, sem exceção, tem lugar. Assim, como o sol quando nasce é para todos, do coração do cristão brotam sorrisos de amabilidade e de afabilidade para todos os irmãos. Não chega amar os que nos amam, e fazer bem aos que nos fazem bem. É necessário ir mais longe, e estender o aroma do perdão e da misericórdia a todos, mesmo para aqueles com quem não simpatizamos. É de fato muito exigente a mensagem cristã, mas só ela verdadeiramente salva e liberta. (EB)


26/02/2021 // + Mt 5, 20-26

«Se a vossa virtude não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus». O excesso, a superabundância, o superar todos os limites marcam a vida cristã. Pede Jesus aos seus discípulos que superem a justiça dos escribas e fariseus, quer dizer, a justiça tem que ser atravessada pelo amor. Não chega para o cristão não fazer mal a ninguém, é necessário espalhar a bondade e a misericórdia. E quem ama de verdade, de maneira gratuita ama e espalha o aroma da caridade por todos sem exceção. E só a bondade gratuita e incondicional vence o ódio e a inveja e constrói a civilização do amor. (EB)


25/02/2021 // + Mt 7, 7-12

«O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles». A bondade que oferecemos aos irmãos é um bem para eles e também para nós. Fica sempre o agradável odor nas mãos daquele que oferece rosas. Quem ama também é amado. É perdoado quem perdoa. Abençoado é que abençoa. Já pelo contrário quando usamos de violência e represálias sobre os outros, um dia mais cedo ou mais tarde acabarão por descer sobre nós. O bem atrai o bem e o mal atrai o mal. E o mesmo se passa na relação com Deus. Se confiarmos n’Ele, se tudo lhe pedirmos com amor, Deus sempre nos escuta e nos cumula com a Sua graça. (EB)


24/02/2021 // + Lc 11, 29-32

«Assim o será também o Filho do Homem para esta geração». Cristo é o grande sinal de Deus à humanidade. É maior do que Salomão e do que Jonas porque é o Filho amado do Pai. É a presença de Deus no meio de nós através do Seu Filho Unigénito. Quem viu o Filho, viu o Pai. O confronto com a luz divina faz vir ao de cima os nossos pecados e as nossas fragilidades. São denunciados os nossos egoísmos pelo amor gratuito de Deus. Por isso, quem se aproxima do divino tem necessariamente que entrar num processo de conversão e de mudança. É necessário deixar para trás o homem velho, marcado pelo pecado e pelo mal, para viver como homem novo, renovado pela graça divina. (EB)


23/02/2021 // + Mt 6, 7-15

«Faça-se a Vossa vontade, assim na terra como no Céu». É o cristão aquele que vive em comunhão profunda com Deus. Na fé a vontade humana quer sintonizar com a vontade divina. É necessário constantemente escutar a voz do Divino Mestre e disponibilizar-se para aceitar a vontade de Deus a nosso respeito. Foi assim que Jesus rezou ao Pai no Monte das Oliveiras: «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua». É por isso um exercício de aceitação a oração cristã. E quando existe esta disponibilidade interior para aceitar os desígnios de Deus tudo se torna mais sereno. Quem ama não vive em função de si, mas dos outros e para os outros. (EB)


22/02/2021 // + Mt 16, 13-19

«Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja». Continua a missão salvadora e redentora de Cristo na comunidade dos discípulos, a Igreja, que tem Pedro como Cabeça. Como Deus encarnado, Jesus torna-se presente à humanidade através de seres humanos concretos que deixaram transformar pela graça divina. É a comunidade cristã o Corpo de Cristo Ressuscitado. Para vincar a sua universalidade e unidade tem a Igreja a sede de Pedro como cabeça e centro. Não é uma construção humana a Igreja, é a presença de Deus no mundo através dos frágeis rostos humanos. (EB)


21/02/2021 // + Mc 1, 12-15

«Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». É a presença do amor de Deus no nosso coração uma exigência de conversão e de mudança. Ao amor responde-se com amor. Se Deus nos ama tanto, se deu a vida por nós, é necessário entrar no caminho do amor e da vida nova. Para entrar na via do amor e da comunhão, é necessário dizer não ao pecado e o mal. É o pecado desamor e falta de comunhão. É entrar em rutura com Deus, com os irmãos e com toda a criação. É viver voltado sobre si próprio sem abertura aos outros. Reconstruir a aliança de amor com Deus e com toda a criação é o grande desafio desta Quaresma. (EB)


20/02/2021 // + Lc 5, 27-32

«Não foram os justos, mas os pecadores, que Eu vim chamar ao arrependimento». O fato de Jesus se sentar à mesa com os publicanos chocou os fariseus. Pensavam eles que um verdadeiro profeta não deveria conviver com publicanos e pecadores. Jesus justifica o Seu gesto dizendo que veio essencialmente para os que mais precisam do seu amor e da Sua graça. A misericórdia divina não tem limites, é para todos e cura a todos. Mas, por outro lado, só quem sente necessidade de ser perdoado e amado por Deus, quem se sente pecador, está recetivo à graça divina. De certa forma, os fariseus ao julgarem-se ouros estavam a excluir-se da sombra da bondade divina. Reconhecer a nossa condição de pecadores é o primeiro passo para a conversão. (EB)


19/02/2021 // + Mt 9, 14-15

«Porventura podem os companheiros do esposo estar tristes enquanto o esposo está com eles?». Vivem os cristãos na tensão permanente entre o já e o ainda não da salvação. Deus já está connosco, o Seu amor já nos envolve a todos, mas ainda não chegamos à plenitude da vida. Continuamos numa busca contínua do rosto divino. É este o sentido do jejum para o cristão. Esforçamo-nos por retirar do coração tudo aquilo que nos impede de viver em total comunhão com Deus e com os irmãos. Dizemos não ao pecado para aderir à vida nova da graça. Jejuamos assim da inveja, do ciúme, da rivalidade e das más palavras; e alimentamo-nos da caridade, da verdade e da justiça. (EB)


18/02/2021 // + Lc 9, 22-25

«Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia a após dia, e siga-Me». Durante a Sua vida, Jesus carregou todos os dias a cruz do amor e do serviço. Cristo sempre abdicou de si e dos seus interesses para viver numa atitude de serviço desinteressado aos irmãos. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. Mas entrar pela porta estreita do amor exige renúncia, sacrífico, entrega e doação permanente. Todo o discípulo de Cristo é chamado a assumir este estilo de vida. Tomar a cruz todos os dias é entrar na via do amor e do serviço aos irmãos. E só quem dá a vida pelos outros é capaz de a retomar em plenitude. (EB)


17/02/2021 // + Mt 6, 1-6.16-18

«Guardai-vos de fazer as vossas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles». Visam os exercícios espirituais da oração, do jejum e da esmola fortalecer a comunhão com Deus e com os irmãos. Abdicamos de nós, dizemos não ao egoísmo, para estar totalmente disponíveis para Deus e para os irmãos. São estas práticas um meio para a conversão e não um fim em si mesmas. Oramos, jejuamos e partilhamos para poder amar mais. O amor gratuito e desinteressado é a meta das práticas penitenciais. Se as fizermos para serem vistas pelos homens, é sinal de que ainda estão eivadas de egoísmo e de interesse próprio. Mas o verdadeiro amor esquece-se de si e serve os outros com discrição. (EB)


16/02/2021 // + Mc 8, 14-21

«Tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes». Como pensavam os discípulos que esta advertência de Jesus dizia ainda respeito à multiplicação dos pães, não entenderam a mensagem tão interpelante do Divino Mestre. Usa Jesus a imagem do fermento para vincar a capacidade do mal, do pecado, da hipocrisia contaminar o ambiente espiritual que respiramos. De facto, o mal é contagiante, onde chega espalha as suas garras, e muitas vezes até nos aparece sob a aparência do bem. É, por isso, necessário estar atentos e ter um espírito capaz de distinguir o bem do mal. Quando o mal predomina na nossa vida a infelicidade desce sobre nós e rompemos a comunhão com os irmãos. (EB)


15/02/2021 // + Mc 8, 11-13

«Começaram a disputar com Ele, solicitando-Lhe um sinal do céu, para O experimentar». Jesus é o maior sinal de Deus à humanidade. Nele se revela a plenitude da divindade. No rosto de Cristo resplandece para todos nós o rosto divino. Quem viu Jesus, viu Deus Pai. Como eram incapazes de reconhecer em Jesus a manifestação definitiva de Deus, os fariseus pediam um sinal do céu. Porque esta provocação era sinal de fechamento, de não abertura ao mistério divino, Jesus não lhes concedeu nenhum sinal. Sem corações sensíveis e abertos ao mistério, a comunhão com Deus nunca é possível. (EB)


14/02/2021 // + Mc 1, 40-45

«Quero, fica limpo». Porque o leproso, com muita humildade e muita fé, pediu que o curasse, Cristo libertou-o da doença altamente contagiosa. Efetivamente, para que Jesus possa operar maravilhas em nós é necessário que tenhamos o coração recetivo ao seu amor e à Sua graça. A fé move montanhas. Os leprosos no tempo de Jesus não podiam entrar no Templo, nem estar próximos de ninguém. Estavam entregues a eles próprios. O milagre de Jesus para além de restabelecer a saúde daquele homem, também o readmitiu ao seio do Templo e da comunidade. Foi uma nova criação. É por isso que Jesus mandou que ele fosse ter com o sacerdote. (EB)


13/02/2021 // + Mc 8, 1-10

«Comeram até à saciedade e dos pedaços que sobejaram recolheram sete cestos». Porque teve compaixão pela multidão, Jesus matou a fome a cerca de quatro mil pessoas. A partir do pouco que existia, Jesus multiplicou e matou a fome a toda a gente. A graça de Deus é mesmo assim, a partir do pouco que temos, Deus faz maravilhas, espalha o Seu amor pela humanidade. O amor e a partilha são irradiantes e contagiantes. Mas este milagre aponta-nos a um milagre maior, onde Jesus não nos dá mais pão, mas dá-se a Ele próprio na forma de pão. E desta fome espiritual todos precisamos de ser saciados. Todos precisamos que Jesus habite no nosso coração e nos conduz à vida e à salvação. (EB)


12/02/2021 // + Mc 7, 31-37

«Effathá, quer dizer, abre-te». Ao curar o surdo-mudo, Jesus deu-lhe uma vida nova, recriou-o. Colocar os dedos nos ouvidos e tocar com o dedo na língua apontam para o dedo criador de Deus no começo do mundo. Como fomos criados como um ser de comunhão, só na relação com os irmãos encontramos a nossa verdadeira identidade. Sem verdadeira relação e comunhão com os irmãos a nossa vida perde todo o sentido e toda a beleza. A relação não é algo acidental na nossa vida é parte constitutiva do nosso ser. Ninguém é feliz sozinho. Por isso, todos precisamos que Jesus nos abra os ouvidos e nos solte a língua, ou seja, que nos dê a capacidade de escutar e de dialogar com todos os irmãos. (EB)


11/02/2021 // + Mc 7, 24-30

«Em atenção a essa palavra, vai, o demónio saiu da tua filha». Jesus curou a filha de uma mulher que não pertencia ao povo de Deus, era pagã. Deus tem um coração universal e quer salvar a todos. Todo o ser humano é amado por Deus e chamado à salvação. Tem por isso o cristianismo uma dimensão universal. Todo o ser humano tem lugar no coração de Deus. A graça de Deus inundou toda a criação. Mas só os humildes, ou seja, os que estão recetivos ao amor de Deus encontram a salvação. Revela a mulher siro-fenícia uma humildade profunda. E como confiou totalmente na bondade divina o milagre sucedeu. De facto, se estivermos disponíveis para receber o amor de Deus, grandes maravilhas sucedem em nós. (EB)


10/02/2021 // + Mc 7, 14-23

«O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro». Porque foi criada por Deus toda a realidade em si é boa, nada há do exterior que faça mal ao homem e torne o seu coração impuro. É do seu interior que saem os maus pensamentos e as más ações. Todos os vícios e maldades humanas têm origem em corações impuros. É, por isso, o cristianismo um grande apelo à purificação do coração e à renovação interior. Só corações renovados pela graça de Deus são capazes de ações novas e de atitudes novas. Já corações marcados pelo pecado incendeiam o mundo com a maldade e o ódio. Erradicar o mal e pecado do nosso coração é a nossa missão. (EB)


09/02/2021 // + Mc 7, 1-13

«Vão é o culto que Me rendem, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos». Surgiu o culto para fortalecer a ligação do ser humano ao divino. Celebra-se para que o ser humano participe cada vez mais no mundo divino. Mais do que oferecer coisas a Deus, no culto recebe-se e acolhe-se o amor e graça divina. Por isso, no centro do culto que prestamos a Deus tem que estar a vontade divina e não a nossa. Exorta-nos o culto a colocarmo-nos ao serviço de Deus e não a colocar Deus ao nosso serviço. É este desvio do culto que Jesus aponta aos escribas e fariseus. Adaptaram os mandamentos de Deus às suas conveniências. (EB)


08/02/2021 // + Mc 6, 53-56

«E quantos O tocavam ficavam curados». Para onde passava Jesus levava a alegria e a salvação. A presença de Jesus libertava a todos das suas feridas interiores e exteriores. E Cristo não recusava o contato e a proximidade com todos os que estavam enfermos ou sujeitos ao mal. Revela assim Jesus que o nosso Deus se aproxima de todos e quer fazer caminho com todos, de maneira particular com os que mais sofrem. O sofrimento de qualquer ser humano rasga os céus e toca o coração do nosso Deus. Deus sofre connosco e por nós. No rosto dos que sofrem brilha para nós o rosto divino. Aproximar-se dos que sofrem é a nossa missão. (EB)


07/02/2021 // + Mc 1, 29-39

«A fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». Veio Jesus ao mundo pregar a Boa Nova da Salvação. A sua missão era espalhar o amor de Deus por todo o coração humano. Por isso, Jesus percorria todas as aldeias a proclamar o Evangelho porque Deus quer que todos os Seus filhos tenham a vida eterna. A presença de Jesus curava as pessoas e libertava-as do mal. Onde Deus chega o mal e o pecado desaparecem. Convida Jesus os discípulos de ontem e de hoje a acompanhá-Lo nesta missão de salvação. Compete-nos a todos continuar a proclamar o amor de Deus por toda a humanidade e a sermos próximos dos que precisam de uma palavra de esperança e de incentivo. (EB)


06/02/2021 // + Mc 6, 30-34

«E de todas as cidades acorreram a pé, para aquele lugar e chegaram primeiro que eles». Como os Apóstolos anunciavam o Reino de Deus, toda a gente os procurava. Todo o coração humano busca a salvação e a redenção divina. Toda a humanidade precisa de encontrar a força do Alto que nos livra do mal e do pecado. Para matar esta sede do divino às multidões, os Apóstolos entregaram-se à missão com todas as suas forças, o que levou Jesus a retirá-los para um lugar deserto para descansar. Este encontro mais íntimo com Jesus permitia aos Apóstolos não só o descansar um pouco, mas o descobrir o amor de Jesus como a fonte da missão. Só quem está totalmente unido a Jesus tem forças para O levar aos irmãos. (EB)


05/01/2021 // + Mc 6, 14-29

«O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar». Em Herodes o poder, a sensualidade e o prestígio sobrepuseram-se à amizade, à justiça e à verdade. Revela também Herodes falta de carácter, infidelidade aos princípios éticos e fragilidade de espírito. Apesar de colocar em causa a sua vida, João Batista foi fiel até ao fim à justiça e à verdade. Diante das ameaças não vacilou, cumprindo até ao fim a sua missão de profeta. É de fato necessário diante das injustiças e da mentira assumir uma postura de denúncia profética. Só a verdade e justiça libertam. (EB)


04/02/2021 // + Mc 6, 7-13

«Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho a não ser um cajado». É a mensagem do Evangelho atravessada pela gratuidade e pela liberdade. Os enviados do Alto só têm para oferecer o amor gratuito do Pai. Como sinal da gratuidade do amor divino os missionários devem partir de mãos livres, sem nenhuma segurança humana, apenas com a confiança na força transformadora do Evangelho. É de facto a obra da missão fruto da ação do Espírito. O envio dos discípulos dois a dois significa que a obra missionária tem uma dimensão comunitária, todos somos enviados em missão e só na comunhão com os irmãos podemos testemunhar Jesus. (EB)


03/02/2021 // + Mc 6, 1-6

«Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria». Apesar de ficarem maravilhados com o ensino de Jesus, os contemporâneos de Cristo não acreditaram n’Ele por causa das suas origens humildes. Diante desta rejeição Jesus refere que um profeta só é desprezado na sua terra. Na origem desta rejeição está a negação do mistério da encarnação, quer dizer, a nossa vida está envolvida pelo mistério de Deus e fala-nos do mistério de Deus. Deus para se fazer próximo de nós assumiu a nossa condição humana até ao fim. Por isso, é no quotidiano da nossa existência onde Deus se revela e torna presente. Perceber a manifestação do invisível no visível é a nossa missão. (EB)


02/02/2021 // + Lc 2, 22-40

«Levaram-n’O a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor». Pela mão dos seus pais, Jesus é apresentado ao Senhor no Templo. Tinham consciência os pais de Jesus que Ele era um dom do Alto, uma oferta divina e, por isso, consagram-n’O ao Senhor. Um dom é para ser recebido, agradecido e entregue. Mas, por outro lado, esta ida ao Templo significa a apresentação de Jesus com luz das nações. Deus, de livre e espontânea vontade, apresenta-se a cada um de nós, vem ao nosso encontro para estabelecer um diálogo íntimo e profundo com cada um dos seus filhos.  Compete a todos nós colaborar com Deus na Sua apresentação à humanidade. (EB)


01/02/2021 // + Mc 5, 1- 20

«Conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti». Porque nos ama muito e quer o nosso bem, Jesus expulsa o mal que está sempre a bater à nossa porta. Quando o mal penetra no nosso coração ferimos os outros e ferimo-nos a nós próprios. Um ser humano ferido fere os outros. O mal e o pecado conduzem-nos à infelicidade e à rutura com os outros. E por nós próprios não conseguimos libertar-nos das amarras do mal, precisamos que Alguém mais que humano vença connosco a força do mal. É por isso a vitória de Jesus sobre o mal uma grande mensagem de esperança para toda a humanidade. (EB)


31/01/2021 // + Mc 1, 21-28

«Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-lhe». Como era o Filho de Deus, as palavras de Jesus libertam o coração humano do mal e do pecado e comunicam vida e salvação. Diante da Palavra de Cristo os espíritos impuros fogem e o ser humano encontra a harmonia interior e a paz de espírito. Revela assim este gesto de Jesus que o bem vence o mal, o amor vence o ódio, a verdade vence a mentira. E se estivermos unidos a Jesus, se deixarmos a Sua graça atuar em nós também venceremos o mal na sua raiz. Por outro lado, a vida de Jesus estava em consonância com a Sua palavra. Daí que todos estivessem maravilhados com a sua doutrina. (EB)


30/01/2021 // + Mc 4, 35-41

«Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada». Apesar de parecer estar ausente, Jesus estava com os discípulos no meio da tempestade. Foi esta aparente ausência de Jesus que encheu o coração dos discípulos de medo e de angústia. Sem Deus, principalmente nos momentos de maior tribulação, a nossa vida torna-se triste e o desânimo desce sobre nós. Sem Deus nada podemos fazer. Se fôssemos um ser mortal a nossa vida perderia todo o encanto e toda a beleza. Mas não. Deus está connosco e continua a acalmar as nossas tempestades. Necessário é nos momentos difíceis e de tribulação pedir o auxílio divino e deixar a Sua graça atuar em nós. Com Deus tudo é possível. (EB)


29/01/2021 // + Mc 4, 26-34

«Uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as hortaliças». Compara Jesus o Reino dos Céus a uma semente que é lançada à terra cresce e produz por si. É também semelhante o Reino de Deus ao grão de mostarda que, apesar de ser a mais pequena das sementes, uma vez semeado transforma-se na maior de todas as hortaliças. Desde que o coração humano esteja recetivo à graça divina, Deus transforma e renova sem cessar a vida humana. Como relação de amor que é, a comunhão com Deus preenche cada vez mais o ser humano com o fogo do amor divino. E os pequenos gestos de amor e comunhão transformam e renovam o mundo. (EB)


28/01/2021 // + Mc 4, 21-25

«Nada há oculto que não venha à luz». A mentira, a fraude, o disfarce, duram pouco e acabam sempre por revelar-se. Ninguém consegue disfarçar sempre e esconder a maldade que lhe vai no coração. E quando a mentira é descoberta perde a pessoa que mente toda a credibilidade e destrói a confiança dos outros. Só a transparência, a verdade e a limpidez criam confiança nas relações entre nós. Só a verdade liberta e purifica. E se formos sempre verdadeiros criamos um ambiente de justiça e de verdade à nossa volta. Um coração transparente e sem disfarce leva a que os outros sejam também leais e transparentes connosco. A medida que usamos com outros é usada para connosco. (EB)


27/01/2021 // + Mc 4, 1-20

«O semeador saiu a semear». O nosso Deus quer comunicar continuamente connosco. Ele quer estabelecer um diálogo íntimo e profundo com cada um de nós. Por isso, Deus está constantemente a sair de si para lançar sobre nós a Sua Palavra de Vida e Salvação. A Palavra de Deus é sempre eficaz, produz sempre bons frutos em quem a acolhe. A semente que Deus lança à terra é sempre de ótima qualidade, o segredo está no terreno onde cai. Para poder frutificar a Palavra divina precisa de ser acolhida. Corações fechados nunca acolherão a Palavra, nem a deixarão frutificar. Tornar o nosso coração dócil à Palavra de Deus é a nossa missão. (EB)


26/01/2021 // + Mc 3, 31-35

«Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe». O que une os cristãos não são laços de sangue, mas a mesma fé e o mesmo amor a Jesus Cristo. É a graça de Deus, que habita no coração de cada um de nós, que cria comunhão e amizade entre todos nós. Pertence à família de Jesus, ou seja, é Seu irmão ou Sua irmã, quem O ama de todo o coração e cumpre a Sua vontade. Por isso, a resposta de Jesus não revela falta de consideração pela sua família de sangue, mas mostra a nova comunhão à qual todos os seus humanos são chamados. Formamos um só corpo em Cristo Jesus. (EB)