Sobre a Palavra diária

26/02/2021 // + Mt 5, 20-26

«Se a vossa virtude não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus». O excesso, a superabundância, o superar todos os limites marcam a vida cristã. Pede Jesus aos seus discípulos que superem a justiça dos escribas e fariseus, quer dizer, a justiça tem que ser atravessada pelo amor. Não chega para o cristão não fazer mal a ninguém, é necessário espalhar a bondade e a misericórdia. E quem ama de verdade, de maneira gratuita ama e espalha o aroma da caridade por todos sem exceção. E só a bondade gratuita e incondicional vence o ódio e a inveja e constrói a civilização do amor. (EB)


25/02/2021 // + Mt 7, 7-12

«O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles». A bondade que oferecemos aos irmãos é um bem para eles e também para nós. Fica sempre o agradável odor nas mãos daquele que oferece rosas. Quem ama também é amado. É perdoado quem perdoa. Abençoado é que abençoa. Já pelo contrário quando usamos de violência e represálias sobre os outros, um dia mais cedo ou mais tarde acabarão por descer sobre nós. O bem atrai o bem e o mal atrai o mal. E o mesmo se passa na relação com Deus. Se confiarmos n’Ele, se tudo lhe pedirmos com amor, Deus sempre nos escuta e nos cumula com a Sua graça. (EB)


24/02/2021 // + Lc 11, 29-32

«Assim o será também o Filho do Homem para esta geração». Cristo é o grande sinal de Deus à humanidade. É maior do que Salomão e do que Jonas porque é o Filho amado do Pai. É a presença de Deus no meio de nós através do Seu Filho Unigénito. Quem viu o Filho, viu o Pai. O confronto com a luz divina faz vir ao de cima os nossos pecados e as nossas fragilidades. São denunciados os nossos egoísmos pelo amor gratuito de Deus. Por isso, quem se aproxima do divino tem necessariamente que entrar num processo de conversão e de mudança. É necessário deixar para trás o homem velho, marcado pelo pecado e pelo mal, para viver como homem novo, renovado pela graça divina. (EB)


23/02/2021 // + Mt 6, 7-15

«Faça-se a Vossa vontade, assim na terra como no Céu». É o cristão aquele que vive em comunhão profunda com Deus. Na fé a vontade humana quer sintonizar com a vontade divina. É necessário constantemente escutar a voz do Divino Mestre e disponibilizar-se para aceitar a vontade de Deus a nosso respeito. Foi assim que Jesus rezou ao Pai no Monte das Oliveiras: «Pai, se quiseres, afasta de Mim este cálice; não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua». É por isso um exercício de aceitação a oração cristã. E quando existe esta disponibilidade interior para aceitar os desígnios de Deus tudo se torna mais sereno. Quem ama não vive em função de si, mas dos outros e para os outros. (EB)


22/02/2021 // + Mt 16, 13-19

«Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja». Continua a missão salvadora e redentora de Cristo na comunidade dos discípulos, a Igreja, que tem Pedro como Cabeça. Como Deus encarnado, Jesus torna-se presente à humanidade através de seres humanos concretos que deixaram transformar pela graça divina. É a comunidade cristã o Corpo de Cristo Ressuscitado. Para vincar a sua universalidade e unidade tem a Igreja a sede de Pedro como cabeça e centro. Não é uma construção humana a Igreja, é a presença de Deus no mundo através dos frágeis rostos humanos. (EB)


21/02/2021 // + Mc 1, 12-15

«Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». É a presença do amor de Deus no nosso coração uma exigência de conversão e de mudança. Ao amor responde-se com amor. Se Deus nos ama tanto, se deu a vida por nós, é necessário entrar no caminho do amor e da vida nova. Para entrar na via do amor e da comunhão, é necessário dizer não ao pecado e o mal. É o pecado desamor e falta de comunhão. É entrar em rutura com Deus, com os irmãos e com toda a criação. É viver voltado sobre si próprio sem abertura aos outros. Reconstruir a aliança de amor com Deus e com toda a criação é o grande desafio desta Quaresma. (EB)


20/02/2021 // + Lc 5, 27-32

«Não foram os justos, mas os pecadores, que Eu vim chamar ao arrependimento». O fato de Jesus se sentar à mesa com os publicanos chocou os fariseus. Pensavam eles que um verdadeiro profeta não deveria conviver com publicanos e pecadores. Jesus justifica o Seu gesto dizendo que veio essencialmente para os que mais precisam do seu amor e da Sua graça. A misericórdia divina não tem limites, é para todos e cura a todos. Mas, por outro lado, só quem sente necessidade de ser perdoado e amado por Deus, quem se sente pecador, está recetivo à graça divina. De certa forma, os fariseus ao julgarem-se ouros estavam a excluir-se da sombra da bondade divina. Reconhecer a nossa condição de pecadores é o primeiro passo para a conversão. (EB)


19/02/2021 // + Mt 9, 14-15

«Porventura podem os companheiros do esposo estar tristes enquanto o esposo está com eles?». Vivem os cristãos na tensão permanente entre o já e o ainda não da salvação. Deus já está connosco, o Seu amor já nos envolve a todos, mas ainda não chegamos à plenitude da vida. Continuamos numa busca contínua do rosto divino. É este o sentido do jejum para o cristão. Esforçamo-nos por retirar do coração tudo aquilo que nos impede de viver em total comunhão com Deus e com os irmãos. Dizemos não ao pecado para aderir à vida nova da graça. Jejuamos assim da inveja, do ciúme, da rivalidade e das más palavras; e alimentamo-nos da caridade, da verdade e da justiça. (EB)


18/02/2021 // + Lc 9, 22-25

«Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia a após dia, e siga-Me». Durante a Sua vida, Jesus carregou todos os dias a cruz do amor e do serviço. Cristo sempre abdicou de si e dos seus interesses para viver numa atitude de serviço desinteressado aos irmãos. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos. Mas entrar pela porta estreita do amor exige renúncia, sacrífico, entrega e doação permanente. Todo o discípulo de Cristo é chamado a assumir este estilo de vida. Tomar a cruz todos os dias é entrar na via do amor e do serviço aos irmãos. E só quem dá a vida pelos outros é capaz de a retomar em plenitude. (EB)


17/02/2021 // + Mt 6, 1-6.16-18

«Guardai-vos de fazer as vossas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles». Visam os exercícios espirituais da oração, do jejum e da esmola fortalecer a comunhão com Deus e com os irmãos. Abdicamos de nós, dizemos não ao egoísmo, para estar totalmente disponíveis para Deus e para os irmãos. São estas práticas um meio para a conversão e não um fim em si mesmas. Oramos, jejuamos e partilhamos para poder amar mais. O amor gratuito e desinteressado é a meta das práticas penitenciais. Se as fizermos para serem vistas pelos homens, é sinal de que ainda estão eivadas de egoísmo e de interesse próprio. Mas o verdadeiro amor esquece-se de si e serve os outros com discrição. (EB)


16/02/2021 // + Mc 8, 14-21

«Tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes». Como pensavam os discípulos que esta advertência de Jesus dizia ainda respeito à multiplicação dos pães, não entenderam a mensagem tão interpelante do Divino Mestre. Usa Jesus a imagem do fermento para vincar a capacidade do mal, do pecado, da hipocrisia contaminar o ambiente espiritual que respiramos. De facto, o mal é contagiante, onde chega espalha as suas garras, e muitas vezes até nos aparece sob a aparência do bem. É, por isso, necessário estar atentos e ter um espírito capaz de distinguir o bem do mal. Quando o mal predomina na nossa vida a infelicidade desce sobre nós e rompemos a comunhão com os irmãos. (EB)


15/02/2021 // + Mc 8, 11-13

«Começaram a disputar com Ele, solicitando-Lhe um sinal do céu, para O experimentar». Jesus é o maior sinal de Deus à humanidade. Nele se revela a plenitude da divindade. No rosto de Cristo resplandece para todos nós o rosto divino. Quem viu Jesus, viu Deus Pai. Como eram incapazes de reconhecer em Jesus a manifestação definitiva de Deus, os fariseus pediam um sinal do céu. Porque esta provocação era sinal de fechamento, de não abertura ao mistério divino, Jesus não lhes concedeu nenhum sinal. Sem corações sensíveis e abertos ao mistério, a comunhão com Deus nunca é possível. (EB)


14/02/2021 // + Mc 1, 40-45

«Quero, fica limpo». Porque o leproso, com muita humildade e muita fé, pediu que o curasse, Cristo libertou-o da doença altamente contagiosa. Efetivamente, para que Jesus possa operar maravilhas em nós é necessário que tenhamos o coração recetivo ao seu amor e à Sua graça. A fé move montanhas. Os leprosos no tempo de Jesus não podiam entrar no Templo, nem estar próximos de ninguém. Estavam entregues a eles próprios. O milagre de Jesus para além de restabelecer a saúde daquele homem, também o readmitiu ao seio do Templo e da comunidade. Foi uma nova criação. É por isso que Jesus mandou que ele fosse ter com o sacerdote. (EB)


13/02/2021 // + Mc 8, 1-10

«Comeram até à saciedade e dos pedaços que sobejaram recolheram sete cestos». Porque teve compaixão pela multidão, Jesus matou a fome a cerca de quatro mil pessoas. A partir do pouco que existia, Jesus multiplicou e matou a fome a toda a gente. A graça de Deus é mesmo assim, a partir do pouco que temos, Deus faz maravilhas, espalha o Seu amor pela humanidade. O amor e a partilha são irradiantes e contagiantes. Mas este milagre aponta-nos a um milagre maior, onde Jesus não nos dá mais pão, mas dá-se a Ele próprio na forma de pão. E desta fome espiritual todos precisamos de ser saciados. Todos precisamos que Jesus habite no nosso coração e nos conduz à vida e à salvação. (EB)


12/02/2021 // + Mc 7, 31-37

«Effathá, quer dizer, abre-te». Ao curar o surdo-mudo, Jesus deu-lhe uma vida nova, recriou-o. Colocar os dedos nos ouvidos e tocar com o dedo na língua apontam para o dedo criador de Deus no começo do mundo. Como fomos criados como um ser de comunhão, só na relação com os irmãos encontramos a nossa verdadeira identidade. Sem verdadeira relação e comunhão com os irmãos a nossa vida perde todo o sentido e toda a beleza. A relação não é algo acidental na nossa vida é parte constitutiva do nosso ser. Ninguém é feliz sozinho. Por isso, todos precisamos que Jesus nos abra os ouvidos e nos solte a língua, ou seja, que nos dê a capacidade de escutar e de dialogar com todos os irmãos. (EB)


11/02/2021 // + Mc 7, 24-30

«Em atenção a essa palavra, vai, o demónio saiu da tua filha». Jesus curou a filha de uma mulher que não pertencia ao povo de Deus, era pagã. Deus tem um coração universal e quer salvar a todos. Todo o ser humano é amado por Deus e chamado à salvação. Tem por isso o cristianismo uma dimensão universal. Todo o ser humano tem lugar no coração de Deus. A graça de Deus inundou toda a criação. Mas só os humildes, ou seja, os que estão recetivos ao amor de Deus encontram a salvação. Revela a mulher siro-fenícia uma humildade profunda. E como confiou totalmente na bondade divina o milagre sucedeu. De facto, se estivermos disponíveis para receber o amor de Deus, grandes maravilhas sucedem em nós. (EB)


10/02/2021 // + Mc 7, 14-23

«O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro». Porque foi criada por Deus toda a realidade em si é boa, nada há do exterior que faça mal ao homem e torne o seu coração impuro. É do seu interior que saem os maus pensamentos e as más ações. Todos os vícios e maldades humanas têm origem em corações impuros. É, por isso, o cristianismo um grande apelo à purificação do coração e à renovação interior. Só corações renovados pela graça de Deus são capazes de ações novas e de atitudes novas. Já corações marcados pelo pecado incendeiam o mundo com a maldade e o ódio. Erradicar o mal e pecado do nosso coração é a nossa missão. (EB)


09/02/2021 // + Mc 7, 1-13

«Vão é o culto que Me rendem, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos». Surgiu o culto para fortalecer a ligação do ser humano ao divino. Celebra-se para que o ser humano participe cada vez mais no mundo divino. Mais do que oferecer coisas a Deus, no culto recebe-se e acolhe-se o amor e graça divina. Por isso, no centro do culto que prestamos a Deus tem que estar a vontade divina e não a nossa. Exorta-nos o culto a colocarmo-nos ao serviço de Deus e não a colocar Deus ao nosso serviço. É este desvio do culto que Jesus aponta aos escribas e fariseus. Adaptaram os mandamentos de Deus às suas conveniências. (EB)


08/02/2021 // + Mc 6, 53-56

«E quantos O tocavam ficavam curados». Para onde passava Jesus levava a alegria e a salvação. A presença de Jesus libertava a todos das suas feridas interiores e exteriores. E Cristo não recusava o contato e a proximidade com todos os que estavam enfermos ou sujeitos ao mal. Revela assim Jesus que o nosso Deus se aproxima de todos e quer fazer caminho com todos, de maneira particular com os que mais sofrem. O sofrimento de qualquer ser humano rasga os céus e toca o coração do nosso Deus. Deus sofre connosco e por nós. No rosto dos que sofrem brilha para nós o rosto divino. Aproximar-se dos que sofrem é a nossa missão. (EB)


07/02/2021 // + Mc 1, 29-39

«A fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». Veio Jesus ao mundo pregar a Boa Nova da Salvação. A sua missão era espalhar o amor de Deus por todo o coração humano. Por isso, Jesus percorria todas as aldeias a proclamar o Evangelho porque Deus quer que todos os Seus filhos tenham a vida eterna. A presença de Jesus curava as pessoas e libertava-as do mal. Onde Deus chega o mal e o pecado desaparecem. Convida Jesus os discípulos de ontem e de hoje a acompanhá-Lo nesta missão de salvação. Compete-nos a todos continuar a proclamar o amor de Deus por toda a humanidade e a sermos próximos dos que precisam de uma palavra de esperança e de incentivo. (EB)


06/02/2021 // + Mc 6, 30-34

«E de todas as cidades acorreram a pé, para aquele lugar e chegaram primeiro que eles». Como os Apóstolos anunciavam o Reino de Deus, toda a gente os procurava. Todo o coração humano busca a salvação e a redenção divina. Toda a humanidade precisa de encontrar a força do Alto que nos livra do mal e do pecado. Para matar esta sede do divino às multidões, os Apóstolos entregaram-se à missão com todas as suas forças, o que levou Jesus a retirá-los para um lugar deserto para descansar. Este encontro mais íntimo com Jesus permitia aos Apóstolos não só o descansar um pouco, mas o descobrir o amor de Jesus como a fonte da missão. Só quem está totalmente unido a Jesus tem forças para O levar aos irmãos. (EB)


05/01/2021 // + Mc 6, 14-29

«O rei ficou consternado, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis recusar». Em Herodes o poder, a sensualidade e o prestígio sobrepuseram-se à amizade, à justiça e à verdade. Revela também Herodes falta de carácter, infidelidade aos princípios éticos e fragilidade de espírito. Apesar de colocar em causa a sua vida, João Batista foi fiel até ao fim à justiça e à verdade. Diante das ameaças não vacilou, cumprindo até ao fim a sua missão de profeta. É de fato necessário diante das injustiças e da mentira assumir uma postura de denúncia profética. Só a verdade e justiça libertam. (EB)


04/02/2021 // + Mc 6, 7-13

«Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho a não ser um cajado». É a mensagem do Evangelho atravessada pela gratuidade e pela liberdade. Os enviados do Alto só têm para oferecer o amor gratuito do Pai. Como sinal da gratuidade do amor divino os missionários devem partir de mãos livres, sem nenhuma segurança humana, apenas com a confiança na força transformadora do Evangelho. É de facto a obra da missão fruto da ação do Espírito. O envio dos discípulos dois a dois significa que a obra missionária tem uma dimensão comunitária, todos somos enviados em missão e só na comunhão com os irmãos podemos testemunhar Jesus. (EB)


03/02/2021 // + Mc 6, 1-6

«Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria». Apesar de ficarem maravilhados com o ensino de Jesus, os contemporâneos de Cristo não acreditaram n’Ele por causa das suas origens humildes. Diante desta rejeição Jesus refere que um profeta só é desprezado na sua terra. Na origem desta rejeição está a negação do mistério da encarnação, quer dizer, a nossa vida está envolvida pelo mistério de Deus e fala-nos do mistério de Deus. Deus para se fazer próximo de nós assumiu a nossa condição humana até ao fim. Por isso, é no quotidiano da nossa existência onde Deus se revela e torna presente. Perceber a manifestação do invisível no visível é a nossa missão. (EB)


02/02/2021 // + Lc 2, 22-40

«Levaram-n’O a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor». Pela mão dos seus pais, Jesus é apresentado ao Senhor no Templo. Tinham consciência os pais de Jesus que Ele era um dom do Alto, uma oferta divina e, por isso, consagram-n’O ao Senhor. Um dom é para ser recebido, agradecido e entregue. Mas, por outro lado, esta ida ao Templo significa a apresentação de Jesus com luz das nações. Deus, de livre e espontânea vontade, apresenta-se a cada um de nós, vem ao nosso encontro para estabelecer um diálogo íntimo e profundo com cada um dos seus filhos.  Compete a todos nós colaborar com Deus na Sua apresentação à humanidade. (EB)


01/02/2021 // + Mc 5, 1- 20

«Conta-lhes tudo o que o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti». Porque nos ama muito e quer o nosso bem, Jesus expulsa o mal que está sempre a bater à nossa porta. Quando o mal penetra no nosso coração ferimos os outros e ferimo-nos a nós próprios. Um ser humano ferido fere os outros. O mal e o pecado conduzem-nos à infelicidade e à rutura com os outros. E por nós próprios não conseguimos libertar-nos das amarras do mal, precisamos que Alguém mais que humano vença connosco a força do mal. É por isso a vitória de Jesus sobre o mal uma grande mensagem de esperança para toda a humanidade. (EB)


31/01/2021 // + Mc 1, 21-28

«Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-lhe». Como era o Filho de Deus, as palavras de Jesus libertam o coração humano do mal e do pecado e comunicam vida e salvação. Diante da Palavra de Cristo os espíritos impuros fogem e o ser humano encontra a harmonia interior e a paz de espírito. Revela assim este gesto de Jesus que o bem vence o mal, o amor vence o ódio, a verdade vence a mentira. E se estivermos unidos a Jesus, se deixarmos a Sua graça atuar em nós também venceremos o mal na sua raiz. Por outro lado, a vida de Jesus estava em consonância com a Sua palavra. Daí que todos estivessem maravilhados com a sua doutrina. (EB)


30/01/2021 // + Mc 4, 35-41

«Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada». Apesar de parecer estar ausente, Jesus estava com os discípulos no meio da tempestade. Foi esta aparente ausência de Jesus que encheu o coração dos discípulos de medo e de angústia. Sem Deus, principalmente nos momentos de maior tribulação, a nossa vida torna-se triste e o desânimo desce sobre nós. Sem Deus nada podemos fazer. Se fôssemos um ser mortal a nossa vida perderia todo o encanto e toda a beleza. Mas não. Deus está connosco e continua a acalmar as nossas tempestades. Necessário é nos momentos difíceis e de tribulação pedir o auxílio divino e deixar a Sua graça atuar em nós. Com Deus tudo é possível. (EB)


29/01/2021 // + Mc 4, 26-34

«Uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as hortaliças». Compara Jesus o Reino dos Céus a uma semente que é lançada à terra cresce e produz por si. É também semelhante o Reino de Deus ao grão de mostarda que, apesar de ser a mais pequena das sementes, uma vez semeado transforma-se na maior de todas as hortaliças. Desde que o coração humano esteja recetivo à graça divina, Deus transforma e renova sem cessar a vida humana. Como relação de amor que é, a comunhão com Deus preenche cada vez mais o ser humano com o fogo do amor divino. E os pequenos gestos de amor e comunhão transformam e renovam o mundo. (EB)


28/01/2021 // + Mc 4, 21-25

«Nada há oculto que não venha à luz». A mentira, a fraude, o disfarce, duram pouco e acabam sempre por revelar-se. Ninguém consegue disfarçar sempre e esconder a maldade que lhe vai no coração. E quando a mentira é descoberta perde a pessoa que mente toda a credibilidade e destrói a confiança dos outros. Só a transparência, a verdade e a limpidez criam confiança nas relações entre nós. Só a verdade liberta e purifica. E se formos sempre verdadeiros criamos um ambiente de justiça e de verdade à nossa volta. Um coração transparente e sem disfarce leva a que os outros sejam também leais e transparentes connosco. A medida que usamos com outros é usada para connosco. (EB)


27/01/2021 // + Mc 4, 1-20

«O semeador saiu a semear». O nosso Deus quer comunicar continuamente connosco. Ele quer estabelecer um diálogo íntimo e profundo com cada um de nós. Por isso, Deus está constantemente a sair de si para lançar sobre nós a Sua Palavra de Vida e Salvação. A Palavra de Deus é sempre eficaz, produz sempre bons frutos em quem a acolhe. A semente que Deus lança à terra é sempre de ótima qualidade, o segredo está no terreno onde cai. Para poder frutificar a Palavra divina precisa de ser acolhida. Corações fechados nunca acolherão a Palavra, nem a deixarão frutificar. Tornar o nosso coração dócil à Palavra de Deus é a nossa missão. (EB)


26/01/2021 // + Mc 3, 31-35

«Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe». O que une os cristãos não são laços de sangue, mas a mesma fé e o mesmo amor a Jesus Cristo. É a graça de Deus, que habita no coração de cada um de nós, que cria comunhão e amizade entre todos nós. Pertence à família de Jesus, ou seja, é Seu irmão ou Sua irmã, quem O ama de todo o coração e cumpre a Sua vontade. Por isso, a resposta de Jesus não revela falta de consideração pela sua família de sangue, mas mostra a nova comunhão à qual todos os seus humanos são chamados. Formamos um só corpo em Cristo Jesus. (EB)